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REFORMA-FANTASMA

Haddad e Kassab pagam 5,5 milhões à reforma fantasma no viaduto Alcântara Machado

Na notícia publicada pela Folha de São Paulo, após auditoria levada adiante pelo próprio jornal, se denuncia que durante dois ciclos de prefeitura – de Kassab e Haddad – a reforma fantasma de um viaduto foi paga, totalizando um valor próximo a R$5,5 milhões.

Leticia Parks

São Paulo

segunda-feira 7 de agosto| Edição do dia

O Brasil é um dos países com as maiores cargas de impostos, seja os retirados em fonte, sejam os deduzidos dos produtos que consumimos. Todo esse dinheiro é destinado à administração pública, que teoricamente, de acordo com as necessidades públicas, destina verba para obras de melhoria. Mas sabemos que a realidade da destinação da verba pública está longe de obedecer esses parâmetros ideias.

Na notícia publicada pela Folha de São Paulo, após auditoria levada adiante pelo próprio jornal, se denuncia que durante dois ciclos de prefeitura – de Kassab e Haddad – a reforma fantasma de um viaduto foi paga, totalizando um valor próximo a R$5,5 milhões.

Segundo a auditoria, o serviço assinado por Kassab tinha a prioridade de regularizar as juntas do viaduto que, deterioradas, colocavam o usuário do viaduto em risco. Esse serviço não foi prestado e depois, quando a gestão Haddad entrega o restante da verba para a Jofege – empreiteira que foi paga pela reforma fantasma – conclui que não seria possível realizar a reforma devido à impossibilidade de fechar o viaduto para a realização dos serviços.

O viaduto em questão é o Alcântara Machado, no início da Av. Radial Leste, por onde circulam milhares de automóveis e transporte público todos os dias, pois é a principal via de conexão entre o centro e a zona leste. Os peritos que visitaram o viaduto para averiguar o que foi feito da suposta reforma afirmam que as vigas que comprometem a segurança continuam por lá, que o concreto que seria reformado foi apenas pintado e que, obviamente, os R$5,5 mi foram na verdade uma mesada ao empresário que a prefeitura pagou para a Jofege, já que apenas 5% do trabalho foi feito.

Para nós a revolta cresce. Vimos o governo federal aprovar uma reforma trabalhista e fazer propaganda de uma reforma da previdência, em ambos os casos, sob a alegação de falta de verba para manter nossos direitos intactos. As empresas, entretanto, continuam sendo favorecidas por obras fantasmas que na verdade são suas mesadas pagas pela verba pública, pelo dinheiro do trabalhador. Essa reforma fantasma da Alcântara Machado explica um pouco porque as contas não fecham.




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