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Greve da educação | Há um mês em greve, educadores do Acre seguem mobilizados pelo o pagamento do Piso Salarial

Mesmo com a ameaça de corte de ponto, os trabalhadores da educação de Rio Branco (Acre) seguem na luta pelo o pagamento integral do Piso salarial.

segunda-feira 21 de março | Edição do dia

Há um mês em greve, os professores e educadores do estado do Acre seguem na luta pelo reajuste salarial. Nesta segunda (21), data em que começou o ano letivo na rede pública do estado, 70% das escolas seguiram paralisadas, mesmo sob ameaça de corte de ponto pelo o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom. Os trabalhadores da rede pública estadual iniciaram greve em 16 de fevereiro. Já os servidores municipais deflagraram greve no dia 24 do mês passado.

A prefeitura de Rio Branco apresentou aos servidores uma proposta sobre o pagamento do PISO salarial referente ao retroativo do ano passado, sendo parcelado em 3 vezes o pagamento, com a última parcela sendo paga somente em janeiro de 2023. Na última quinta-feira (17) o prefeito anunciou que foi feita uma nova proposta em reunião com os sindicatos da categoria (Sinteac e Sinproacre), em que essa última parcela seria antecipada para dezembro. Os representantes dos sindicatos alegam que essa proposta nem chegou a ser feita e nenhum documento escrito foi enviado. Assim foi mantida a mobilização exigindo o pagamento integral do piso salarial.

A categoria realizou um novo protesto nesta segunda pela manhã em frente à Prefeitura de Rio Branco. Além de exigirem o pagamento do Piso, os professores protestam por melhores condições e infraestrutura nas escolas, colocando que hoje as escolas não tem condições de receber as crianças, denunciando que durante a pandemia nenhuma manutenção foi realizada, nem conserto de portas, janelas e telhas quebradas, sendo um local insalubre para dar aulas.

Com o começo das aulas e os servidores em greve, o prefeito afirmou que irá cortar o ponto dos trabalhadores tentando reprimir o direito de greve descontando do salário dos servidores grevistas. Mesmo assim os professores seguiram em luta mantendo 67 das 96 unidades de ensino paralisadas.

A luta da educação no Acre se dá ao mesmo tempo da greve da educação municipal e estadual em Minas Gerais, contra os governo de Zema e Kalil (prefeito de Belo Horizonte) pelo o pagamento do piso salarial e também contra o regime de recuperação fiscal que estão tentando aprovar no estado para congelar as dívidas com a União, que em troca exigirá mais privatizações, arrochos salariais, e ampliar a precarização pros trabalhadores.

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