Paraisópolis

Há um ano, Doria ameaçou: "a polícia vai atirar para matar”

Em outubro de 2018 João Doria já deixava claro que sua política de “segurança publica”. Carta branca para PM agir como bem entender nas periferias. Um ano depois dessa declaração vemos os escandalosos frutos dessa política de extermínio no caso dos 9 jovens mortos em Paraisópolis.

segunda-feira 2 de dezembro| Edição do dia

Na tentativa de se colar com Bolsonaro durante o período eleitoral de 2018, João Doria dava declarações afirmando que a partir do dia primeiro de janeiro a policia iria atirar para matar. Nestas declarações, que podem ser lidas na Folha, como as que deu para a rádio Bandeirantes, Doria já mostrava que sua intenção já era retirar qualquer mecanismo mínimo de controle das ações de uma das policias mais violentas e assassinas do mundo, a Policia Militar do estado de SP.

O resultado dessas declarações e de sua política repressiva aplicado na realidade podemos ver hoje nos depoimentos das famílias dos 9 jovens assassinados em Paraisópolis no baile da 17, nos vídeos que mostram a ação dos policiais e inclusive no cinismo das declarações da PM dizendo que foram os jovens foram pisoteados. Sob o comando de Doria, a PM este ano assassinou um total de 414 pessoas. Essa repressão tem como alvos preferenciais a juventude negra e periférica, como a morte de Lucas, jovem de 14 anos assassinado em Santo André.

Leia também: Doria elogia a Polícia Militar após ação terrorista causar 9 mortes em Paraisópolis

Mais uma vez, o Estado racista e seu braço armado tem suas mãos sujas de sangue e João Doria tem total responsabilidade no caso. O assassinato desses jovens não pode passar impune. Exigimos a apuração do caso e que as investigações sejam acompanhadas e fiscalizadas rigorosamente por representantes dos direitos humanos, movimentos sociais e organismos da classe trabalhadora para que os policiais envolvidos não sejam acobertados.

Leia também: “Não houve acidente. A morte dos 9 jovens é fruto de uma política de repressão do Estado racista"




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