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CORONAVÍRUS: USP

#HUdaUSPemLUTA: Twitaço em defesa dos direitos e da vida dos trabalhadores do Hospital da USP

Amanhã, dia 06 de maio, o Sindicato dos Trabalhadores da USP chama um ato no Hospital Universitário em defesa da vida e das condições de trabalho dos profissionais das diversas áreas do hospital, com concentração a partir das 11h. Durante a ação chamam também um twitaço das 11h às 12h em apoio a esses trabalhadores com a hashtag: #HUdaUSPemLUTA.

terça-feira 5 de maio| Edição do dia

A situação dos trabalhadores efetivos e terceirizados do Hospital Universitário da USP tem se agravado a cada dia. Faltam testes para os funcionários, racionam máscaras além de não haver uma orientação unificada e organizada para o uso dos EPIs. A cada dia mudam as orientações sobre o tempo de uso das máscaras, sobre a limpeza do hospital e a contaminação de trabalhadores de diversos setores, do administrativo a enfermagem, só aumenta. Além disso, desde o início da crise do coronavírus no Brasil, a USP resiste em afastar os trabalhadores que fazem parte do grupo de risco, colocando a vida desses profissionais em rico e mantém as contratações, mesmos as emergenciais para o hospital, congeladas.

O governador João Doria também recusou fazer as contratações para o Hospital da USP. Agora com o adoecimento de vários funcionários e o aumento das contaminações, isso se faz ainda mais urgente.Já são mais de 40 contaminados no hospital e dezenas aguardando o resultado do exame.

Professores e Intelectuais da USP lançaram o Manifesto Pelo imediato respeito do direito à vida na USP, exigindo que o reitor Vahan Agopyan libere imediatamente todos os trabalhadores do grupo de risco, sejam efetivos ou terceirizados. Até o momento a USP não respondeu ao manifesto e nenhuma medida foi tomada nesse sentido.

Os trabalhadores do HU também decidiram por criar um comitê interno, formado por trabalhadores eleitos dos diversos setores do hospital, para lidar com a crise do coronavírus e a situação calamitosa de trabalho dos mais de 2 mil funcionários efetivos, trabalhadores terceirizados e residentes. Também foi votada uma paralisação parcial de 4 horas no dia 6 de maio, com ato em frente ao hospital para denunciar a situação.

Veja aqui: Sintusp aprova criação de comitê de trabalhadores do hospital da USP para combater a pandemia

É fundamental furar o bloqueio da mídia e levantar com força a bandeira dos trabalhadores da saúde da USP e de todo o país em defesa das suas vidas e das condições de trabalho e direitos. Para isso é fundamental o apoio da população mesmo em tempos de pandemia e isolamento social. Sabemos que a situação calamitosa da saúde foi cuidadosamente planejada pelos governos com anos de políticas de sucateamento e privatização e que a população é mantida refém dos interesses de empresários da saúde que transformam a saúde em mercadoria lucrativa às custas de mortes e adoecimento da população. Por isso, iniciativas como o twittaço são fundamentais para demonstrar solidariedade e ser um ponto de apoio a esses trabalhadores que estão verdadeiramente na linha de frente do combate a pandemia, diferentes dos governantes, reitores e superintendentes dos hospitais.

Nós do Esquerda Diário nos somamos a esse twittaço chamado pelo Sintusp e chamamos todos a, amanhã das 11h até o meio dia, a twitar #HUdaUSPemLuta em defesa dos direitos dos trabalhadores e da vida de todos nós!




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