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HOJE: Professoras fazem LIVE para debater o papel das escolas frente ao coronavírus

Nesta terça-feira (24) as 20 horas, a professora municipal Grazieli Rodrigues e a professora Estadual Maíra Machado, também diretora da APEOESP pela oposição, estarão ao vivo no Facebook do Esquerda Diário debatendo o papel das escolas e dos professores frente a pandemia do Covid-19. As duas professoras que são parte do Movimento Nossa Classe Educação foram impulsionadoras do abaixo-assinado exigindo a liberação remunerada das trabalhadores terceirizadas que juntou mais de 10 mil apoiadores.

terça-feira 24 de março| Edição do dia

As aulas estão suspensas em São Paulo. Mas os problemas não. Doria e Covas não garantem a alimentação dos alunos, demitiram terceirizadas da merenda e do transporte e as da limpeza seguem trabalhando normalmente colocando-as em risco de contaminação. Apesar de Doria ter decretado quarentena no Estado de São Paulo a partir de ontem, essa quarentena se mostrou seletiva, porque sabemos que a grande maioria da população pobre e que tem os trabalhos mais precários seguem se expondo a esse vírus para tentar garantir seu sustento. Mas ela também é insuficiente pois sabemos seria necessária a aplicação massiva de testes para a população para termos uma quarentena racional, conhecendo exatamente aqueles que devem ficar em isolamento, e junto com isso a urgente ampliação do número de leitos de UTIs devidamente equipados. Mas a prioridade dos governos é manter os lucros dos capitalistas e as contas públicas “em dia” para pagar a dívida pública.

Quem paga realmente é a população pobre, os trabalhadores e seus filhos, em sua maioria negros, como nossos alunos nas escolas. Sobre as escolas, entre todas as medidas atrasadas e insuficientes decretadas pelo governador há pontos escandalosos deixados de fora que é como esses alunos irão se alimentar enquanto durar toda essa crise, quem cuidará da saúde das terceirizadas. Nada de concreto foi apresentado nesse sentido. 

Isso foi ainda mais escancarado com Doria aplaudindo a MP da Morte de Bolsonaro, que chegou no primeiro momento a colocar a possibilidade da suspensão por 4 meses dos contratos de trabalho sem nenhum pagamento aos trabalhadores. Apesar do recuo parcial do artigo 18, que na Coletiva de Imprensa ontem, os assessores do governo deixaram claro que seguirão pensando medidas para favorecer os lucros patronais em detrimento das nossas vidas, a MP segue com enormes ataques como o calote ao FGTS, retirada de férias e descansos nos feriados e a possibilidade de se negociar condições de trabalho abaixo das legisladas. Em outras palavras, em meio a crise do coronavírus, o inimigo do governo são os trabalhadores, querem aumentar as taxas de exploração seguindo o projeto do golpe institucional de garantir cada vez mais a espoliação imperialista no país.

O Movimento Nossa Classe Educação repudia todos os ataques que os governos estaduais e o Bolsonaro junto com Guedes querem descarregar nas nossas costas em meio a uma pandemia sem precedentes. É em momentos de crise que o capitalismo mostra sua cara mais nefasta. Com os questionamentos crescentes ao governo, com panelaços diários e uma queda importante de sua popularidade, é preciso que nós trabalhadores nos organizemos para dar uma resposta a esta crise. Não podemos confiar que estes mesmos políticos que promovem medidas para que sejamos ainda mais vulneráveis ao coronavírus tem alguma condição de realizar as medidas necessárias de saúde.

Por isso convidamos a todos a debater conosco quais os desafios que estão colocados para responder a altura dos grandes acontecimentos desse momento. Que papel tem as escolas e os professores? Como podemos ter um papel ativo em salvar milhares de vidas que estão em risco?

Hoje, as 20 horas, no Facebook do Esquerda Diário!
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