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HOJE: Lançamento do livro "Brasil: Ponto de Mutação" na UFRN

segunda-feira 12 de agosto| Edição do dia

O livro “Brasil: Ponto de Mutação” é uma coletânea de 11 artigos escritos por diversos autores no calor do ascenso bolsonarista, que busca apresentar uma análise marxista, científica, sobre o que estamos vivendo, a serviço de uma melhor intervenção prática da juventude, dos trabalhadores e setores oprimidos, no contexto atual. Fascismo, poder judiciário, guerra híbrida, a luta das mulheres e a democracia racial, são apenas alguns dos debates do livro que será lançado nessa segunda-feira, 12/8, às 17H30 no auditório B do CCHLA-UFRN.

Um debate sobre qual esquerda precisamos construir frente aos desafios que o bolsonarismo coloca contra o nosso futuro! O dia nacional de luta pela educação no dia 13 pode estar a serviço de organizar de fato a força de estudantes e trabalhadores, lado a lado em uma só luta contra a reforma da previdência e o Future-se, através de milhares de assembleias e reuniões pelo país.

A única língua que Bolsonaro, Maia e o STF entendem é a da luta de classes. Apesar do avanço autoritário do governo após a aprovação da reforma da previdência, sobretudo com a invasão da reunião de mulheres do PSOL e a tortura de uma militante trans em São Paulo, não estamos derrotados! A juventude e os trabalhadores podem revolucionar o país! A juventude, estudante e trabalhadora, especialmente no Nordeste, carrega o potencial explosivo que vimos se expressar nos dias 15 e 30 de Maio, e pode dar o gás necessário a que os trabalhadores de outras gerações se levantem em defesa do nosso futuro.

Esse é potencial revolucionário pode não só resistir ao Future-se e à reforma da previdência como ser o embrião de uma mobilização por um futuro anticapitalista, em defesa do pré-sal e da Amazônia, contra o imperialismo dono da dívida pública e o agronegócio assassino; contra todo moralismo anti-ciência e repressor das Igrejas evangélicas.

Para isso, o dia 13 precisa ser construído com milhares de assembleia por local de estudo e trabalho. Não bastam as obstruções dos parlamentares do PT e PCdoB, se nos milhares de sindicatos e entidades estudantis, através da majoritária da UNE, CUT e CTB esvaziam as assembleias e impedem a unificação entre estudantes e trabalhadores, como vimos no dia 14 de Junho.

Uma oposição deve ser avessa à dos governadores do Nordeste, que negociam com Bolsonaro a inclusão dos estados e municípios na reforma da previdência, enquanto ele ameaça cortar recursos da região. Não é possível “afeto” com essa extremadireita, como propõe Freixo à Janaína Pascoal. A direita só entende uma língua: a luta de classes, unificando explorados e oprimidos por uma saída anticapitalista para a crise. É uma esquerda que aposte nessa saída que apostamos em construir.




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