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CAXIAS DO SUL

Guerra S/A enrola sobre demissões e sindicato (CTB) canta vitória

Após semanas de luta, os operários da Guerra S/A, em Caxias do Sul, conseguiram que a empresa se posicionasse sobre as 180 demissões. Porém a Guerra S/A deu um golpe nos trabalhadores dizendo que as demissões foram revertidas quando na verdade foram apenas adiadas e parceladas.

quarta-feira 7 de dezembro de 2016| Edição do dia

Há semanas os trabalhadores da Guerra S/A vivem o impasse de terem sido demitidos sem que a empresa garantisse sequer o pagamento das rescisões. Na última semana os trabalhadores lutaram diariamente para que a situação se resolvesse.

Na segunda (05) a empresa anunciou a readmissão dos operários. O advogado da Guerra S/A, Luis Gustavo Casarin, em declaração ao Jornal Pioneiro do grupo RBS, diz que as demissões serão anuladas. Mas isso não significa que os trabalhadores serão readmitidos. A empresa criou uma verdadeira manobra para demitir em conivência com o sindicato.

As demissões serão parcelada entre dezembro, janeiro e fevereiro, conforme a empresa juntar dinheiro para pagar as rescisões, explicou o advogado. Até as demissões se efetivarem os trabalhadores permanecem em licença remunerada, sem trabalhar mas com a promessa de receber. A empresa também prometeu pagar integralmente os salários de novembro, inclusive o período a partir da demissão.

Os dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos, da CTB/PCdoB, se dão por satisfeitos. Sua luta se reduziu a exigir o óbvio, menos do que o mínimo que seria dizer, ’nenhum trabalhador a menos’, se reduziu a exigir as rescisões. O mínimo a se esperar de uma direção sindical que se reivindica de esquerda seria defender os empregos, lutar contra as demissões. Os operários da Guerra S/A lutaram muito, mas o que foi concedido pela empresa não garante seus empregos. A burocracia sindical, porém, canta vitória.

Assis Melo (PCdoB), presidente do Sindimetal declarou, mesmo diante das demissões : "O que vimos aqui na Guerra não é uma vitória, mas uma grande vitória. Vitória da união dos trabalhadores. Os trabalhadores podem dizer: nós da Guerra conquistamos uma das maiores vitórias que o Sindicato já teve. É um marco para o movimento sindical".

Qual será o destino desses desempregados, mesmo com a rescisão na mão? Quando acabar o dinheiro, o que farão?

As empresas não estão contratando, por isso é preciso colocar adiante a proteção desses empregos. Levantar uma pauta de reivindicações que comece por exigir a abertura dos livros de contabilidade, para que todos os operários que trabalham e que estão em processo de demissão possam ter direito às informações reais da situação da empresa. A partir daí, com a participação dos trabalhadores, que garanta não ser necessária nenhuma demissão a partir da divisão das horas de trabalho entre todos os operários disponíveis.

Nós do esquerdadiario.com.br seguimos acompanhando o caso dos trabalhadores da Guerra S/A, pois a promessa da empresa não garante o fim do impasse. Nos colocamos à disposição dos operários dessa luta que queiram usar nossa tribuna aberta para denúncias de qualquer espécie.⁠⁠⁠⁠




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