Economia

IMPOSTO DE RENDA

Guedes quer cortar Imposto de Renda das empresas pela metade para aumentar seu lucro

O ministro da Economia de Bolsonaro Paulo Guedes, afirmou que o Governo Federal quer reduzir o Imposto de Renda pago pelas empresas do País de 34% para 15%. Com essa proposta, Guedes quer salvar o lucro dos capitalistas enquanto os trabalhadores e a população pobre pague pela crise.

sábado 26 de janeiro| Edição do dia

O ministro da Economia de Bolsonaro Paulo Guedes, afirmou que o Governo Federal quer reduzir o Imposto de Renda pago pelas empresas do País de 34% para 15%. Guedes deseja aumentar os tributos sobre a renda e aplicações financeiras que hoje tem pouco imposto ou são isentas para compensar a perda de receita.

Esta proposta de Paulo Guedes irá aumentar mais a desigualdade, onde os grandes empresários irão pagar menos impostos do que comparado ao resto da população. A proposta de Guedes fixa uma alíquota de 15% para o Imposto de Renda das empresas, mas tributa em 20% os dividendos recebidos pelos sócios , na pessoa física. Os dividendos são pagos aos acionistas de uma empresa pelo lucro gerado. Hoje as empresas pagam 34% sobre seus lucros e, depois da tributação, os dividendos são distribuídos sem cobrança de Imposto de Renda.

Segundo Guedes a diminuição do Imposto de Renda para as empresas será pois “todo o mundo está baixando os impostos”, ao se referir a diminuição da carga tributária das empresas nos Eua, Bélgica e França. E ainda conclui que “se o Brasil não baixar o imposto paras as empresas, elas vão acabar indo para outros lugares”.

Guedes diz que as motivações da proposta é atrair os investidores estrangeiros. Isso mostra toda uma desigualdade onde os mais pobres continuam pagando altos impostos e os capitalistas aumentam o seus lucros. Ainda é mais brutal a desigualdade onde Guedes e Bolsonaro desejam dar altas isenções e privilégios aos capitalistas enquanto desejam que os trabalhadores continuem trabalhando até morrer com a reforma da previdência e aplicar a reforma trabalhista até o fim.

Enquanto Guedes pretende que os capitalistas paguem menos para lucrarem mais, a corrida pela aprovação da reforma da previdência já tem data marcada, e até fevereiro, precisamos organizar nossas forças para mostrar o peso da nossa classe e impedir a aprovação desse grande ataque. Cabe às centrais sindicais convocarem em todos os locais de trabalho e estudo assembleias e comandos de base para organizar a luta, preparando uma greve geral contra a reforma da previdência.




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