Economia

GOVERNO BOLSONARO

Guedes quer ampliar MP da morte, que não evitou demissões, por mais 2 meses

Já foram mais de 11 milhões afetados pela medida que não paralisou em nada os ritmos das demissões e perca de postos de trabalho.

segunda-feira 15 de junho| Edição do dia

Imagem: UOL

Guedes quer ampliar MP da morte por mais 2 meses e a redução da jornada e salário de 3 a 4 meses.

Mais de 7,2 milhões de brasileiros tiveram reduções drásticas de salário e mais 3,9 milhões de trabalhadores com contratos suspensos. Dos acordos assinados referentes a MP da morte, 54% são de contratos suspensos, ou seja, a maioria.

O decreto depende da aprovação da MP 936, conhecida como MP da morte, pelo senado e a sanção de Bolsonaro. A medida vale desde o dia 1º de abril, o governo quer votar a prorrogação no senado na terça-feira (16).

Já foram mais de 11 milhões afetados pela medida que não paralisou em nada os ritmos das demissões e perca de postos de trabalho. A vigência acabou sendo bem menor do que o governo esperava, que queria alcançar até 24 milhões de trabalhadores. Dada a precariedade da medida para conter o desemprego, boa parte dos patrões preferiram demitir. O Brasil teve um saldo de 860.503 empregos com carteira assinada fechados no mês de abril de 2020. De fevereiro a maio, foram cortadas 2,9 milhões de vagas com carteira assinada, quando se observa a Pnad.

Nas últimas semanas, de forma lamentável, as centrais sindicais pressionaram para que isso seja votado imediatamente. O presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores), Ricardo Patah deu uma terrível declaração buscando conformar os trabalhadores à medida, que se mostrou pela prática, não ser capaz de conter empregos: “Não é o melhor texto, mas dentro do cenário é o que conseguimos. Antes a medida se perder e ter de voltar para Câmara”.

Esse conformismo é o que educa os trabalhadores no teto baixo de expectativas, que os coloca para trás. O líder sindical citado busca conter que a classe trabalhadora conflua com o movimento antirracista e antifascista que começa a se expressar nas ruas.

É preciso lutar para que se proíba as demissões, para que os capitalistas paguem pela crise, com o não pagamento da dívida pública que possibilitasse um salário de 2 mil reais para dar condições para as pessoas ficarem em casa.




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