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Guedes propõe que Renda Brasil seja pago com cortes de benefícios

Guedes prevê cortes de benefícios de famílias de baixa renda para financiar o projeto do Renda Brasil.

terça-feira 28 de julho| Edição do dia

O benefício, que seria destinado a famílias abaixo da linha pobreza, prevê financiamento a partir do corte de benefícios como o Abono Salarial e o Salário-Família.

O governo federal anunciou recentemente um novo programa social, o Renda Brasil, que garantiria uma renda mínima permanente a famílias abaixo da linha da pobreza. Para isso, entretanto, o ministro da Economia, Paulo Guedes, não pretende ampliar o orçamento para gastos nas áreas sociais.

O projeto do governo prevê uma realocação do orçamente atual, tirando o valor do projeto de outros projetos, como o abono salarial e o salário-família. Segundo Guedes, os beneficiários desses projetos estão acima da linha da pobreza, portanto esse recurso poderia ser usado para famílias mais necessitadas.

Além disso, o governo também prevê um benefício para ingressar essas famílias abaixo da faixa da pobreza no mercado, com regras trabalhistas “mais flexíveis”. Como sempre, Guedes, ao lado de Bolsonaro, tira da classe trabalhadora o pouco que tem.

As famílias que recebem esses benefícios previstos a serem cortados, são famílias de baixa renda que dependem deles. É extremante necessário um programa de renda permanente, entretanto, o orçamento para tal não pode provir da própria classe trabalhadora, que já é extremamente precarizada e que depende dos benefícios que recebe.

Enquanto Bolsonaro e Guedes descarregam a crise nas costas da classe trabalhadora, seguem governando para os capitalistas. Os auxílios sociais necessários, muito mais do que as migalhas que o governo dá atualmente, poderiam ser financiados a partir da taxação das grandes fortunas. Só no governo Temer e no governo petista, mais de R$ 100 bi de dívidas de empresas foram perdoadas. Além disso, precisamos exigir o não pagamento da dívida pública, que têm como principais credores os bancos e outras instituições financeiras, muitas das quais usam especulativamente o dinheiro de pequenos poupadores, a quem repassam poucos ganhos e todos os riscos, sendo uma dívida ilegal e fraudulenta. Essas medidas não só possibilitariam a criação de projetos e benefícios de qualidade, como ajudariam a superar a crise sanitária e econômica que Bolsonaro vem tratando com negacionismo, fazendo demagogia com as milhares de mortes.




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