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CORONAVÍRUS | ECONOMIA

Guedes libera R$ 68 bi para bancos enquanto deve promover 50% de corte de salários

segunda-feira 23 de março| Edição do dia

O Banco Central do Brasil anunciou três medidas nesta segunda-feira: ampliação do seguro contra o calote para R$ 20 milhões, redução de depósito compulsório, com a liberação de R$ 68 milhões aos bancos, e o empréstimo a bancos com títulos como garantia em debêntures. Enquanto isso, Jair Bolsonaro edita uma MP que suspende contratos trabalhistas por 4 meses, deixando milhões de trabalhadores passando fome!

Vejam que a cada momento que se estreita a situação de gravidade provocada pela crise capitalista acelerada pela pandemia do novo coronavírus, mais se escancaram a quem os bancos, Paulo Guedes e Bolsonaro estão dispostos a salvar. Assim como o governo italiano passou a decidir quem vai morrer e quem vai sobreviver na pandemia, eliminando qualquer assistência para pessoas acima de 80 anos pela falta de leitos, jogando-as diretamente à morte, pela precarização do sistema de saúde deste país e pela falta de uma plano de guerra que estivesse à altura da pandemia, expandindo ao máximo todo sistema hospitalar e suas estruturas de atendimento aos mais vulneráveis, o governo Bolsonaro também decide quem sobreviverá e quem mais precisa de assistência, principalmente econômica, neste momento grave, que são as grandes empresas que lucram com a exploração de trabalho humano.

Na quarta-feira passada, o Banco Central anunciou, como já colocamos aqui, que comprará títulos soberanos do Brasil denominados em dólar, das instituições financeiras nacionais. Tendo como finalidade revender os títulos e salvar os bancos. O estoque, ao todo, é de 31 bilhões de dólares, que corresponde a 161 bilhões de reais. Hoje, segunda-feira, dia 23, foi proposta mais uma medida tomada pelo BC para novamente auxiliar os banqueiros. Isso sem falarmos do investimento feito pela própria Caixa Econômica, uma instituição financeira estatal, de R$ 75 bilhões para capital de giro, socorrendo médias empresas bancárias, que já foi colocada em andamento no dia 13/03, prevendo a extensão da crise logo no início.

O governo reacionário de Bolsonaro demonstra quem irá continuar vivo na pandemia, com Paulo Guedes oferecendo uma ajuda de R$191 aos trabalhadores e trabalhadoras autônomos, um grande setor da classe trabalhadora que também ficará sem emprego durante a quarentena, durante um período de 3 meses. A “beneficência” de miséria deste senhor corresponderá a R$ 15 bilhões aos cofres públicos, uma quantidade 11x menor que os R$161 bilhões para manter em pé os bancos. Com o avanço da crise vai se tornar cada vez mais cristalina a política de fome da extrema direita reservada para o povo pobre, como a MP que Bolsonaro decretou hoje, que possibilita a suspensão de contratos trabalhista por 4 meses, um período inclusive maior do que o auxílio de fome proposto por Guedes. Do outro lado da ponte há jovens desesperados com o desemprego que já era altíssimo antes da pandemia, homens e mulheres que não terão salário para pagar aluguel, luz, gás, internet. Comunidades periféricas que não têm acesso a saneamento básico, sobrevivem sob esgoto a céu aberto, que dirá oportunidade de poder fazer isolamento de um contaminado pelo vírus, em casas de dois cômodos, com muitas crianças e, agora, sem mesmo ter o que comer.

O Esquerda Diário, por todos esses motivos, está encampando uma política de proibição das demissões, aumento urgente do sistema público de saúde, estatização do privado e controle dos trabalhadores! Que o povo pobre tenha uma condição digna de vida com direito a licença com salários integrais estando em casa e que os desempregados também ganhem um salário equivalente a uma boa qualidade de permanência durante o pico da pandemia, para isso reivindicamos que as grandes fortunas sejam taxadas progressivamente e que a fraudulenta dívida pública não seja paga! Que sejam os capitalistas, e o reacionarismo de Bolsonaro a pagarem pela crise e não a classe trabalhadora!




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