POLÍTICA

Guedes diz que servidor está de "geladeira cheia" enquanto brasileiros perdem empregos

Bolsonaro reafirma que Paulo Guedes é quem conduz a economia, e o ministro reafirma os ataques, defendendo as medidas do governo e dizendo que servidores públicos não devem pedir reajustes.

segunda-feira 27 de abril| Edição do dia

Em declaração dada no Palácio da Alvorada na manhã desta segunda (27/04), Bolsonaro disse que “O homem que decide a economia no Brasil é Paulo Guedes.”

Guedes, por sua vez, defendeu as medidas do governo que, supostamente, serviriam para defender o emprego e pediu a “contribuição” dos servidores públicos, dizendo que eles não devem pedir reajustes por pelo menos um ano e meio. Guedes disse também que os funcionários públicos não podem ficar em casa com a geladeira cheia enquanto milhões de brasileiros perdem o emprego.

Pois bem, dessa vez está correto o nobre ministro. Por isso, é fundamental que os auxílios emergenciais sejam liberados imediatamente. Além disso, estes auxílios deveriam ter um valor mínimo de 2 mil reais para que as pessoas pudessem de fato “encher suas geladeiras”. As empresas deveriam ser proibidas de demitir e diminuir salários. Quem deveria fazer sacrifícios não são os funcionários públicos, muitos dos quais estão na linha de frente da luta contra o coronavírus e não recebem sequer a proteção adequada, mas sim os grandes empresários que estão fazendo quarentena em suas mansões.

Depois da crise política causada pela demissão de Sérgio Moro, Bolsonaro tenta mostrar que está afinado com seus outros ministros em sua missão de descarregar as crise nas costas dos trabalhadores. As “medidas de proteção ao emprego” servem, na realidade, para salvar os lucros das grandes empresas, permitindo que elas reduzam salários dos trabalhadores neste momento de profunda necessidade.

Enquanto isso, o Tesouro Nacional se prepara para comprar títulos podres de bancos para garantir seus lucros. Vê-se muito claramente quem “deve fazer sua parte” nessa crise para Guedes e Bolsonaro.

A verdade é que enquanto a grande maioria dos servidores trabalham para conter a pandemia nos hospitais, centros de pesquisa, nos bancos estatais tentando garantir o pagamento do auxílio emergencial, foi Paulo Guedes quem propôs que os brasileiros vivesse com R$ 200,00 durante a pandemia, e além disso, que garantiu também a MP da fome, que garantiu que trabalhadores tivesse seus salários suspensos durante a quarentena.

Enquanto isso, Paulo Guedes, como grande banqueiro que é, garantiu que bancos pudesse continuar lucrando com a miséria do povo. Quem deveria ter salário cortado é o alto escalão do governo, começando pelo ministro da economia das célebres comparações entre a economia de um país e a economia de casa. Que deem o exemplo e cortem na própria carne, coisa que nunca vai acontecer pois não passam de uma casta que suga os recursos que deveriam estar na saúde, transferindo-o para os grandes bancos.




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