Sociedade

PAULO GUEDES

Guedes auto elogia sua gestão repleta de planos e reformas contra trabalhadores

Guedes, com grande cinismo, diz que o governo faz um “esforço muito grande” para garantir recursos à população durante a pandemia enquanto coloca como prioridade salvar bancos e aprovar reformas contra os trabalhadores.

sexta-feira 29 de maio| Edição do dia

Forjando uma aparência de Estado de bem-estar social (bem farsesco), com o país subserviente ao capital financeiro e as condições colocadas pelo imperialismo, Guedes, com grande cinismo, diz que o governo faz um “esforço muito grande” para garantir recursos à população durante a pandemia, e mais, afirma: “Temos enorme consideração pela população brasileira. Temos obrigação de lançar camadas de proteção”

Dinheiro para a Saúde não vai faltar”, diz o Ministro da Economia, mostrando como mente para a população. Para Paulo Guedes, que pode estar delirando com sua hipocrisia, não faz a menor importância inúmeros hospitais não terem leitos para seus pacientes, não têm relevância qualquer que mais de 25000 brasileiros, em sua maioria pobres e trabalhadores, vieram à óbito devidamente por conta da precarização e desmonte do sistema público de saúde.

Guedes diz que “Vamos surpreender o mundo”. Bem, surpresa deve estar toda a classe trabalhadora que viu este Ministro, tão “beneficente”, na reunião ministerial, recheada de autoritarismo, racismo e violações de proteção ambiental, tão preocupado em privatizar o Banco do Brasil e passar reformas, e nenhum plano voltado para voltar a produção industrial e distribuição para os insumos hospitalares, ou um contrato emergencial de mais profissionais da saúde que dia a dia são afastados devido a contaminação, deixando aos demais um serviço sobrecarregado e mais exposição ao vírus.

Vejamos hoje, 29, que Guedes deve realmente estar satisfeito com os rumos que ganham suas reformas, pois a Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quinta-feira (28) a Medida Provisória 936, que permite acordos para suspensão de contrato ou redução de jornada e salário no meio de uma pandemia. Essa MP vem sendo levantada a tempo por Guedes, que prepara, relembramos, desde o início da “quarentena” (que, diga-se de passagem, levanta o emblema “fique em casa”, mas deixa a população pobre está desempregada e sem nenhum suporte econômico para inclusive sobreviver), uma série de medidas para salvar os grandes empresários, como vimos o repasse de R$ 1,216 trilhão para os bancos brasileiros, oferecido pelo Banco Central, ou então como é o caso desta medida provisória que deixa os empregos dos trabalhadores ao bel-prazer de seus empregadores preocupados com seus lucros.

Lembremos outros episódios recentes, na última reunião entre Guedes-Bolsonaro e os governadores, em que foi negociado uma ajuda aos estados, no valor de R$ 60 bilhões, em troca do congelamentos dos servidores públicos. Isso inclui congelamento do trabalhador da limpeza urbana, por exemplo, tão essencial em tempos de descarte de resíduos hospitalares, ou então dos(as) técnicos(as) de enfermagem, profissionais que estão todos os dias expostos a riscos de contaminação, sem EPIs, ou sequer álcool em gel, como é registrado pela inúmeras denúncias registrada nas mídias e aqui no Esquerda Diário.

A taxa de desemprego no país subiu de 11,2% para 12,8% no trimestre entre fevereiro e abril deste ano, de acordo com o IBGE. Atingindo no total 12,8 milhões de pessoas. Mas Paulo Guedes afirmou que o auxílio de R$600,00 vai ir a R$200,00 a partir de agosto, talvez isso explique o que ele quis dizer com “vamos surpreender”. Enquanto mais pessoas estão a procura de um emprego, ou que já desistiram de fazê-lo, formando uma batalhão de pobres, em sua maioria da grandes periferias, como em São Paulo (onde a Brasilândia vem com gigantescos números do covid-19, por exemplo), a concentração de renda cresceu, ainda conforme dados do IBGE, mostrando que os 10% mais ricos ficaram com 43% da renda nacional.

Paulo Guedes vende um discurso tipicamente do ultra neoliberal que defende a “assistência” que o Estado deve oferecer aos mais “necessitados”, como se esta crise fosse conjuntural e não estrutural, e não de seu governo (que aliás a aprofunda), mas do capitalismo, que passe dos desmonte do sistema de saúde, do avanço dos sistema privado inacessível aos trabalhadores, até a reforma trabalhista que deixa os empregos a mercê dos cortes de salários e demissões. Apesar das diferenças superficiais entre figuras políticas que se dizem oposição a Bolsonaro, com Dória e Witzel, ou até Maia e STF, todos têm acordo na hora de aprovar reformas e medidas que precarizam a vida dos mais pobres e os deixam ao léu. Por isso precisamos levantar uma luta por Fora Bolsonaro e Mourão, mas nenhuma confiança nos governadores, no congresso ou STF.




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