Sociedade

REPRESSÃO DA GCM

Guarda Civil Municipal em São Paulo invade espaço comunitário e agride padre e moradores de rua

Hoje pela manhã a Guarda Civil Metropolitana protagonizou mais um ataque absurdo.Cerca de 20 integrantes da GCM invadiram o Centro Comunitário São Martinho de Lima, na Mooca, região central de São Paulo, e agrediram moradores de rua e o padre Júlio Lancelotti. O local é um espaço de convivência que é diariamente usado por pessoas em situação de rua para fazer suas refeições e higiene pessoal. São recebidas cerca de 800 pessoas na hora do almoço todos os dias.

sexta-feira 14 de setembro| Edição do dia

Houve tumulto pois os policiais tentaram recolher os pertences de moradores de rua, que reagiram ao ataque, jogando pedras contra os carros da polícia. A resposta da GCM foi imediata e como de costume, truculenta. Chovia bastante no momento do ataque da polícia, e os moradores buscaram então abrigo no Centro Comunitário, que no momento do ocorrido, abrigava cerca de 400 pessoas em situação de rua e 30 funcionários, dentre todas estas pessoas também estavam crianças e jovens.

O padre Júlio Lancelotti, da Pastoral do Povo da Rua relatou à imprensa como foi a abordagem. Disse: “A GCM veio com toda a força, jogaram gás de pimenta, me deram soco no estômago, cuspiram em mim, falaram coisas horríveis”. Afirma ainda que os guardas municipais dispararam gás de pimenta e utilizaram pistolas de choque. “Eles não têm nenhuma tática para lidar com o conflito, eles acirram o conflito. Jogaram muito gás de pimenta”, diz Lancelotti.

Chamado pelos policiais de “padre de merda”, Lancelotti ainda afirmou que o ocorrido de hoje é frequente em toda a cidade.

Não é de hoje que as práticas truculentas de absurda violência contra as pessoas em situação de rua são parte de fato do cotidiano. Doria em sua curta passagem pela prefeitura da capital, atacou ferozmente o quanto pode. Como já noticiamos aqui no Esquerda Diário, ess política higienista e assassina não pode mais ter espaço.

Já na gestão de Haddad no entanto, o padre Júlio já mostrava seu descontentamento com as políticas públicas adotadas pelo petista, e na época, declarou sua frustração com o PT e com a gestão vigente. Vale relembrar o que disse Lancelotti na época, quando comparou Haddad ao então ex-prefeito de São Paulo José Serra. O padre fazia menção ao uso de força para a remoção de população na rua. "Não levei gás de pimenta na cara na gestão do Serra, mas levei na sua". E para que também não esqueçamos mais uma das inaceitáveis parcerias do PT: nessa época, quem estava à frente da Pasta de Desenvolvimento e Ação Social era Luciana Temer, filha de ninguém mais, ninguém menos que o golpista Michel Temer (MDB).

Agora em 2018 também vimos mais um caso inaceitável que é reflexo direto dessa política higienista, com moradores de rua morrendo devido ao frio das noites de SPe o descaso dos governos.




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