Gênero e sexualidade

MULHERES CONTRA BOLSONARO

Grupo "Mulheres contra Bolsonaro" é hackeado e colocado fora do ar pela extrema direita

Na noite deste sábado (15) o grupo no facebook “Mulheres contra Bolsonaro” foi hackeado por apoiadores do candidato da extrema-direita que movimenta o ódio de milhões de mulheres por todo o país.

domingo 16 de setembro| Edição do dia

No início da noite, as administradoras do grupo foram hackeadas e removidas do grupo, que teve seu nome alterado para “mulheres com Bolsonaro”, atacado com uma chuva de posts pró-Bolsonaro, e logo em seguida o grupo foi tirado do ar.

O grupo, que na última semana chegou ao impressionante número de mais de 2 milhões de mulheres participando, vinha se tornando parte expressão da indignação das mulheres com o avanço da extrema-direita reacionária, machista e degenerada representada pelo candidato à presidência Jair Bolsonaro, e fazia parte da convocação virtual de uma marcha contra a extrema-direita, convocada para o próximo dia 29 de setembro. Só o evento do ato em São Paulo já conta com mais de 250 mil confirmadas.

O ataque dos direitosos pró-Bolsonaro deixa bastante evidente o medo que se gera na extrema-direita com a organização das mulheres para lutar por seus direitos. Ainda mais quando se pensa que dentre o eleitorado ainda “indeciso” estão majoritariamente mulheres, que serão definidoras para o resultado eleitoral neste ano. O rápido crescimento do grupo “Mulheres Contra Bolsonaro” evidentemente assustou a extrema-direita que quer o avanço dos governos contra o direito das mulheres e o fortalecimento dos ataques contra o conjunto da classe trabalhadora.

Afinal, o caminho por onde de fato se pode derrotar essa extrema-direita representada por Bolsonaro e seu projeto de ataques e submissão ao imperialismo, é exatamente nas ruas, com as mulheres se organizando para responder não pela via eleitoral, mas marchando nas ruas e fazendo crescer um forte movimento de mulheres, se espelhando na força das Argentinas, que reviraram o nosso país vizinho na luta pela legalização do aborto.

Para isso, não podemos confiar no PT, já que por 13 anos não avançaram os direitos das mulheres, e nem mesmo com Dilma garantiram o direito elementar ao aborto legal, seguro e gratuito (pelo contrário, nos governos Lula e Dilma milhares de mulheres morreram por abortos clandestinos). O PT rifou o direito das mulheres por suas alianças com as direita, os empresários e a Igreja reacionária, abrindo caminho ao golpe institucional. O próprio Haddad já se posicionou contra o direito ao aborto às mulheres.

Para derrotar a direita golpista, o judiciário autoritário e a tutela das Forças Armadas sobre as eleições, não podemos estar à mercê do petismo. Precisamos construir um grande movimento de mulheres que esteja junto à classe trabalhadora e aposte na luta de classes, para fazer com que os capitalistas paguem pela crise.




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