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GRÉCIA

Greve no setor marítimo na Grécia contra os ajustes do Syriza

A federação de trabalhadores do transporte marítimo da Grécia começou esta segunda-feira uma greve de 48 horas contra o terceiro “resgate” que consideram que levará a cortes nas aposentadorias e uma piora nas condições de trabalho.

segunda-feira 2 de novembro de 2015| Edição do dia

A federação de trabalhadores do transporte marítimo da Grécia começou esta segunda-feira uma greve de 48 horas contra o terceiro “resgate” que consideram que levará a cortes nas aposentadorias e uma piora nas condições de trabalho.

Desde a segunda-feira os navios permaneceram atracados desde as 6 horas da manhã nos portos de todo o país.

A federação de trabalhadores do transporte instou as companhias proprietárias dos navios, que transferem os refugiados das lhas do mar Egeu até o porto ateniense do Pireu, a cessar sua atividade.

Em comunicado, a federação assinalou que “a nova avalanche de medidas e políticas antioperárias não deixa nenhuma outra opção” que não seja realizar esta paralisação de protesto contra reformas que implicam “o corte das pensões, o desemprego crescente no setor, a constante violação das condições de trabalho”.

Acrescenta que este novo compêndio de exigências por parte dos credores “aponta diretamente a ajudar o poder empresarial” e “conduz os trabalhadores gregos e suas famílias à pobreza e à miséria”.

A federação anunciou que secundará a greve geral de 24 horas do próximo dia 12 de novembro, convocada pela confederação de sindicatos do setor privado e à qual se unificaram também as centrais sindicais públicas.

Não é a primeira resposta dos trabalhadores contra os ajustes do Syriza, que passou de ser o partido que “terminaria com a austeridade” ao principal agente dos ajustes neoliberais da Alemanha na Grécia.

No dia 15 de julho ocorreu a primeira medida de força convocada pelos sindicatos de trabalhadores públicos desde que Alexis Tsipras assumiu como primeiro ministro. A finais de maio e em meio às negociações com os credores, os médicos e os trabalhadores dos hospitais públicos gregos já haviam apoiado uma greve de 24 horas, para exigir ao governo o desembolso dos fundos prometidos para a arruinada saúde pública.

A classe trabalhadora grega, que nos últimos cinco anos fez 33 greves gerais contra os governos do PASOK e Nova Democracia, começa assim a sair novamente à luta. Mas esta vez contra a traição do Governo de Tsipras e o “pacto de colonização” assinado com os credores, as próprias bases do Syriza começam a se rebelar num setor chave da economia grega, o do comércio e transportes marítimos.




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