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PETROBRÁS

Greve nacional dos petroleiros chega ao 3º dia enfrentando o boicote da imprensa golpista

segunda-feira 3 de fevereiro| Edição do dia

Chegando ao seu terceiro dia hoje, a greve nacional dos petroleiros enfrenta um forte boicote na mídia. Sites como Uol e o Jornal O Globo, que têm dedicado grande parte de sua linha editorial para realizar o desgaste da imagem de Bolsonaro, no caso da Petrobrás estão simplesmente fingindo que a greve petroleira não existe - como era de se esperar, afinal de contas a agenda da mídia tradicional é a privatização desta que é a maior estatal do país.

Segundo nota da Federação Única dos Petroleiros, divulgada ontem (31), a greve teria já teria atingido a paralisação de 8 mil trabalhadores. Dentre as reivindicações, uma das principais é a suspensão das demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-Pr) marcadas para começar à partir do dia 14 - as demissões, parte do processo de privatização em larga escala da Petrobrás, deixariam cerca de mais de mil famílias na rua.

A greve já atingiu 10 estados. Como pauta central, a defesa do emprego de uma fábrica que tem, em sua maioria, trabalhadores terceirizados, que são maioria não só na Fafen como na própria Petrobrás nacionalmente.

Junto à isto, a categoria enfrenta um dos maiores processos de ataques à empresa com uma longa campanha de privatizações que vem sendo feita na imprensa desde o antes do golpe institucional e da eleição de Bolsonaro. Bolsonaro nada mais é do que a cara mais raivosa e anti-operária da política de privatizações que todos conhecemos, política que é apoiada por toda a imprensa tradicional, seja ela bolsonarista como a Band e a Record, seja ela a Globo e a Folha de Sp - que ultimamente têm tentado parecer mais "críticas" ao governo Federal.

Mas a verdade é que jornais como Globo e Folha bancaram o golpe institucional, assim como uma das eleições mais manipuladas da história recente, e elegeram Bolsonaro como um "mal menor" - este levando junto consigo Paulo Guedes para saciar a sede privatista da imprensa golpista.

O Esquerda Diário acompanha a greve dos Petroleiros e esteve presente hoje na Refinaria Duque de Caxias (RJ) acompanhando a mobilização da categoria. Sabemos que a aposta na dita "opinião pública" contra os ataques do governo Bolsonaro nada mais são do que uma política que não vai barrar os ataques contra os trabalhadores - no máximo, podará as asas de setores mais extremistas do governo, como o caso mais recente do secretário Roberto Alvim - e por isso, esta aposta não passa de uma política de desgaste eleitoral, e espera até as eleições de 2022, uma política completamente criminosa que, se aplicada até o final pelas centrais sindicais como a CUT, significará demissões de milhares de trabalhadores e privatizações do patrimônio nacional, sendo entregue à preço de banana para as multinacionais.

O plano de ataques de Paulo Guedes, blindado pela imprensa golpista defensora dos interesses capitalistas, só pode ser barrado com a mobilização da classe trabalhadora, dos petroleiros efetivos em aliança com os terceirizados, e daí com o resto do povo pobre que é quem - junto aos trabalhadores - serão os mais afetados pela privatização.

Leia também: Os trabalhadores precisam tomar em suas mãos os rumos da greve, inspirados no exemplo da França, onde os trabalhadores buscam se auto-organizarem e passarem por cima das burocracias sindicais e suas negociatas. Levantarem para além da pauta sindical de demissão em massa, levantando a bandeira contra as demissões, fechamentos e privatizações, a proposta da FUP restringindo a luta contra a privatização em defesa do acordo coletivo e suas clausulas de negociação sindical para demissões em massa, da margem para que a empresa recue da maneira como está demitindo os trabalhadores, mas avance no plano de ataques de conjunto, daí a necessidade latende de superar as burocracias sindicais. Para se enfrentar com o governo Bolsonaro e sua politica de privatização e precarização do trabalho, é necessário para além das forças da categoria dos petroleiros, uma mobilização nacional. A CUT, a qual a maioria dos sindicatos petroleiros é filiada, deveria estar promovendo uma campanha nacional contra as demissões, o fechamento da unidade do Paraná e todo o plano de privatizações de Bolsonaro e Guedes. Leia mais aqui.




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