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GREVE

Greve na Metalúrgica Brunnschweiler, em Marília/SP

Nesta quinta feira, 22, os trabalhadores da Metalúrgica Brunnschweiler, de fundação e origem na Itália e Suíça, e sediada em Marília/SP, fazem o segundo dia de paralisação contra o não pagamento de salários, horas extras e direitos trabalhistas.

quinta-feira 22 de junho| Edição do dia

Os trabalhadores da metalúrgica Brunnschweiler, de capital multinacional desde países como Itália e Suíça, e sediada na zona norte da cidade de Marília/SP, realizam nesta quinta-feira (22) o segundo dia de greve com paralisação das atividades contra o atraso e não pagamento de salários e direitos trabalhistas por parte dos patrões da empresa.

Após assembleia de base realizada pelos trabalhadores da empresa no dia 13 de março, descobriram que os salários de janeiro e fevereiro, assim como as horas extras e FGTS, estavam atrasados, e no dia 14 do mesmo mês já notificaram a empresa e seus empresários através do sindicato da categoria sem ter qualquer mudança.

Ainda assim, três meses após essas primeiras mobilizações e notificações dos trabalhadores, os salários de abril, maio e o vale salarial de junho não foram pagos, completando seis meses de atrasos e não pagamentos constantes por parte dos patrões da Brunnschweiler. Por causa disso, os trabalhadores vinham tentando paralisações temporárias das atividades por cerca de 1 hora e meia como forma de chamar a atenção e pressionar os empresários da metalúrgica a pagar os salários, mas que diante do descaso, e sem dinheiro para pagar as contas, decidiram pela paralisação total das atividades com o objetivo de também parar os lucros dos empresários.

Esse exemplo da metalúrgica Brunnschweiler é apenas uma pequena demonstração local do que as classes dominantes, seus políticos e empresários querem fazer com os trabalhadores: descarregar a crise nas costas e fazê-los pagar por dívidas e crises que não criaram, acabando com os direitos trabalhistas, aposentadoria, arrochando e achatando salários, com demissões em massas, entre outros diversos ataques.

Em Marília fazemos o chamado a todos os trabalhadores e trabalhadoras que enfrentam os ataques do governo golpista de Temer e os empresários que financiam as reformas e ataques, a construir a greve geral do próximo dia 30, assim como comitês de base para tomar a greve e as lutas com as próprias mãos, não deixando a organização da greve geral apenas nas mãos das grandes burocracias sindicais que vêm dando mostras de não ter intenção de levar esta luta até o fim, haverá uma reunião para construção desta luta na cede do Sinsprev na próxima quarta-feira dia 28/06 às 19:30h, todos trabalhadores são convidados a se somar nesta construção. O Sinsprev fica na Rua Paulino da Silva Lavanderia, 157, Fragata.




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