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Greve dos bancários: uma trincheira que interessa aos trabalhadores de todo o país

Sem qualquer negociação prevista, aos 16 dias da greve, a Fenaban segue com a sua intransigência, agora em forma de silêncio, buscando derrotar os bancários pelo desgaste.

quinta-feira 22 de setembro| Edição do dia

Foto: Oposição unificada em piquete no Brás/SP

A greve nacional dos bancários chegou hoje ao seu 16° dia. Segundo informações do Sindicato dos Bancários de São Paulo, no dia 20, mais de 13.398 agências e 40 centros administrativos foram paralisados em todo o país. Centenas de milhares de bancários em todo país estão parados contra a tentativa de arrocho salarial que FENABAN e o governo Temer tentam impor não só a nossa categoria, mas a toda a classe trabalhadora.

Nossa categoria é a primeira a se enfrentar com o governo golpista de Temer, que segue aprofundando e acelerando ainda mais os ataques que já vinham sendo implementados por Dilma e pelo PT. Os anúncios das reformas trabalhista e previdenciária, o avanço da terceirização e das privatizações nos coloca em um cenário onde apenas os trabalhadores organizados, através de seus métodos, poderão barrar os ataques.

Os banqueiros da FENABAN e o governo Temer estão de comum acordo para derrotar nossa greve, estão intransigentes quanto a negociação e há uma semana não há qualquer mostra de que irão ceder de sua posição.

Nessa perspectiva a unificação das categorias em luta é mais do que necessário para podermos fortalecer uma greve geral, categorias importantes como metalúrgicos, e agora petroleiros que também anunciam medidas de luta, unificados aos bancários podem colocar esse governo de joelhos. Além disso, os professores também já demonstraram toda a sua disposição em participar de uma paralisação nacional.

Enfrentar e superar as direções burocráticas de CUT e CTB: Trabalhadores de todo o país precisam enxergar nas greves em curso e na greve geral suas próprias trincheiras.

O problema é que CUT e CTB, que agora se reivindicam oposição, são grandes entraves a luta dos bancários e da classe trabalhadora. Conscientemente tentam de todas as maneiras evitar a unificação das lutas. Dizem que querem construir uma greve geral mas fazem paralisações separadamente em cada categoria.

O Sindicato de Bancários de São Paulo chega ao absurdo de sequer chamar uma assembleia organizativa de greve para organizar um forte bloco nesse dia 22, lado a lado com os professores. Se limitou a fazer o que chamaram de “assembleias”, que por sinal foram feitas antes da greve, onde passaram uma urna em cada agência perguntando se os bancários têm disposição de participar de uma paralisação nacional.

Está mais do que claro que sim, os bancários têm muita disposição de parar o país junto de metalúrgicos, e petroleiros que anunciaram hoje que também devem paralisar no dia 29, de participar do ato dos professores nesse dia 22, e construir de fato uma greve geral que coloque a força da classe trabalhadora contra os ataques de Temer e dos banqueiros.




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