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Greve de professores em MT completa 60 dias lutando contra Mauro Mendes (DEM)

quarta-feira 31 de julho| Edição do dia

Em Assembleia Geral dos profissionais da educação, organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), no dia 20 de maio, 3 mil professores do Estado de Mato Grosso deliberaram greve por tempo indeterminado que se iniciou no dia 27 do mesmo mês. Os grevistas se colocam contra os ataques à Educação Pública do Mato Grosso, que está sendo desmontada na gestão do atual governador Mauro Mendes (DEM) que tem trabalhado para intensificar as medidas do governo federal de Bolsonaro.

As pautas da greve são:

- Concurso Público, pois desde o último concurso público, as vagas disponibilizadas já eram insuficientes para a demanda das escolas, e pela convocação dos aprovados no Concurso Público 2017. Portanto, a posse imediata do cadastro de reserva e dos classificados, para todas as vagas livres existentes nas unidades escolares;
- cumprimento da Lei 510/2013, que dispõe sobre a reestruturação dos subsídios dos profissionais da educação básica do Estado e dá outras providências: a aplicação 7,69%, corrigido pelo INPC (3,43%) e da Lei nº. 10.572/2017 – pagamento da RGA, retroativos a outubro e de dezembro de 2018 e a compensação (1%) do parcelamento;

- melhoria da infraestrutura das unidades escolares (mais de 400 escolas que estão degradadas). Os grevistas exigem um cronograma de recuperação da estrutura física das escolas e reformas de urgências nas escolas prioritárias, escolas Quilombolas, do Campo e Indígena. Assim como, ampliar o atendimento na Escola Plena, com aquisição dos equipamentos pedagógicos, mobiliários e tecnológicos para os laboratórios e bibliotecas e materiais pedagógicos;

- cumprimento dos artigos 147: cumprimento da Constituição Estadual de 1989 (Art. 147 §§ 2º e 3º c.c 245, § 3º) que trata do pagamento da RGA/2019 (3,43%) nos salários, de forma integral até o dia10 de cada mês e a correção por atraso. E 245 (repasse para a Educação de percentuais sobre isenções e renúncia fiscal) da Constituição que asseguram recursos hoje não aplicados na Educação (neste ano o mínimo de 27,5%).

O governador Mauro Mendes comprou uma verdadeira briga com a categoria e, portanto, com toda a população que defende e necessita da escola pública. Desde o dia 27 de maio que a categoria está com o ponto cortado, assim, muitos começam a ter dificuldades para garantir seu próprio sustento e de suas famílias e estão buscando ajuda da população, seja no pedágios realizados em semáforos, saraus, recebendo doações, etc . Nesse sentido, o apoio dos pais e alunos da rede tem sido fundamental ao doar cestas básicas, comprar objetos dos saraus, arrecadar dinheiro.

Com várias atividades políticas e culturais, a categoria mantém a pressão sobre o governo, mesmo diante do desgaste de tantos dias de greve imposto pelo governador, prejudicando tanto os trabalhadores da educação quanto os pais e os alunos com a falta das aulas.

Desde o dia 23 de julho, a categoria também manteve um acampamento em frente a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Na última sexta-feira (26/7), apesar de documento que garante as condições das pessoas que estão acampadas na ALMT, o comando da Polícia Militar a mando da presidência da Câmara chagou ao cúmulo do absurdo de não permitir a entrada de alimentos e cobertores aos ocupantes, numa noite em que fez 14 graus, mostrando assim toda truculência do governo do Estado e seus aliados para lidar com os professores.

É necessário publicizar esta greve que, infelizmente, se encontra isolada com o cerco da grande mídia que não atua a favor dos trabalhadores e povo pobre que vem sofrendo com a retirada de direitos e ataques de todos os tipos dos governos estaduais e federal. É preciso cercar de solidariedade para ajudar a fazer essa greve vitoriosa, transformando-se, assim, num grande exemplo aos trabalhadores do nosso país para combater todos que querem descarregar a crise capitalista nas nossas costas, retirando direitos e precarizando nossas vidas de conjunto.

Divulgamos aqui a conta bancária disponibilizada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso:

Banco do Brasil
SINTEP MT-FE GREVE
Agência: 4042-8
Conta Corrente: 70641-8
CNPJ: 15.007.842/0001-42

Leia também: A cínica entrevista do ex-presidente do PT e a necessidade de uma estratégia baseada na luta de classes




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