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EDUCAÇÃO CHILE

Chile: Com participação maciça, professores rejeitam proposta do governo e continuam em greve

Os professores do Chile entram em sua quinta semana de mobilizações com novos ataques e intimidação do governo. Ontem, o presidente Piñera apontou que a greve era "ilegal" e que os professores deveriam voltar às aulas, enquanto a ministra direitista da Educação, Marcela Cubillos, declarou que cada aula que não fosse dada não seria paga.

terça-feira 2 de julho| Edição do dia

Com mais de 50 mil em todo o país, os professores rejeitaram maciçamente a proposta do Mineduc (Ministério da Educação do Chile) e mais de 70% votaram pela continuação da greve por tempo indeterminado. Nesta semana, está sendo preparada uma marcha em unidade para quarta-feira e um segundo panelaço massivo para quinta-feira. Os companheiros do Chile levantam a necessidade da formulação de uma lista única de demandas e seguir em frente com medidas de coordenação e um plano de lutas para derrubar todas as reformas de Piñera.

Com mais de 50 mil que participaram da consulta nacional da Associação de Professores para avaliar a última proposta do Mineduc, os professores se manifestaram maciçamente pela opção 3, que rejeitou a proposta da ministra da educação Marcela Cubillos e deu continuidade à greve nacional.

Os professores do Chile entram em sua quinta semana de mobilizações com novos ataques e intimidação do governo. Ontem, o presidente Piñera apontou que a greve era "ilegal" e que os professores deveriam voltar às aulas, enquanto a ministra direitista da Educação, Marcela Cubillos, declarou que cada aula que não fosse dada não seria paga.

Greve nacional da Educação

Com um chamado que vai dos professores, passando pelo movimento estudantil universitário e secundário, até os trabalhadores do Ministério da Educação e outros, acontecerá, nesta quarta-feira, uma mobilização nacional e uma paralisação nacional da educação no Chile.

Este chamado unitário mostra que as tendências à unidade que vinham se expressando por baixo em diferentes manifestações foram aprofundadas e as direções tiveram que prestar contas depois de um mês negando a realização de uma greve nacional quando esta já vinha sendo levantada.

O governo de Piñera e a ministra Cubillos mostram que só têm intransigência diante das exigências justas dos professores. É por isso que nesta quarta-feira os companheiros do Chile têm que ser milhares e milhares de pessoas nas ruas para fazer uma grande demonstração de forças contra aquele governo que só beneficia os empresários, criminaliza e precariza a juventude e os trabalhadores.

Como temos insistido a partir do agrupamento de professores e trabalhadores da educação Nossa Classe e estudantes de Vencer, é necessário avançar a instâncias de coordenação comum de todos os setores em luta entre professores, estudantes secundaristas e trabalhadores da educação, para impulsionar um plano de luta unificado, começando com uma participação maciça e demonstração de forças nesta quarta-feira.




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