Mundo Operário

GREVE DOS TRANSPORTES

Greve de ônibus no ABC anunciada para amanhã

Greve de ônibus no ABC está marcada para amanhã, quinta-feira. A atual situação é a de falta de pagamentos por parte de sete companhias de ônibus que simplesmente descumpriram acordo de convenção coletiva em relação aos pagamentos de abril, e ainda abrindo a possibilidade de corte do convênio médico.

quarta-feira 13 de maio| Edição do dia

As empresas que fazem parte desse profundo ataque aos trabalhadores de ônibus são Viação Ribeirão Pires, EAOSA - Empresa Auto Ônibus Santo André, Viação São Camilo, Empresa Urbana Santo André, Viação Imigrantes, Viação Triângulo e Viação Riacho Grande que operam linhas metropolitanas da EMTU entre Ribeirão Pires, Mauá, Santo André, São Bernardo do Campo, Diadema, Mauá, Rio Grande da Serra e a capital paulista. EUSA também opera linhas municipais em Santo André.

Os prefeitos da região do ABC, Paulinho da Força (Santo André), Orando Morando (São Bernardo do Campo) e José Auricchio Júnior (São Caetano do Sul), são responsáveis pela falta de pagamentos em meio a pandemia. Esse ataque aos trabalhadores do transporte, se soma aos ataques a classe trabalhadora de conjunto. Os prefeitos, assim como os governadores, por todo o país tem buscado formas de lidar com a pandemia, para que os lucros dos empresários não sejam afetados e em troca disso, pioram a cada dia mais nossas condições de existência.

Esse ataque, mais um entre tantos que a nossa classe vem sofrendo, envolve mil trabalhadores que operam em 350 ônibus pela região. Há relatos de vários trabalhadores que foram colocados de férias em abril, pela convenção trabalhista, que deveriam receber no início de maio, mas que seguem sem receber nada. Estão cortando além de pagamento de salários, vales-alimentação também.

O governo ainda tem a ousadia de dizer que absorverá as linhas afetadas pelo transporte por meio da SATrans, que notificou empresas que absorverá as linhas afetadas para manter a normalidade. Hoje é preciso fortalecer cada foco de resistência que há entre trabalhadores que se colocam a lutar contra a realidade que está sendo imposta, que está levando tantos a não ter o que comer, não ter atendimento à saúde, e ainda ter que se arriscar no trabalho.

Hoje, que fazem 132 anos da abolição da escravidão no Brasil, o que vemos é que a vida dos trabalhadores e trabalhadoras negras é o que menos importa para os governos e o capitalismo. A pandemia em todo mundo mostra isso, é exatamente como Karl Marx dizia, “O trabalho de pele branca não pode se emancipar onde o trabalho de pele negra é marcada a ferro”. Por isso toda a classe trabalhadora precisa se unir em torno de pensar nova alternativa a essa crise, porque se depender das empresas, dos patrões, o que nos resta é o desemprego, a fome, a doença.




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