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Greve de municipais de SP desmascara Dória: privatizador e defensor do “Escola sem Partido”

sábado 24 de março| Edição do dia

O prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB) não esperava enfrentar a resistência dura dos professores e trabalhadores municipais de São Paulo à sua reforma da previdência. A greve vem desmascarando Dória e está frente à possibilidade de derrotar um dos maiores defensores do projeto Escola sem Partido. Um projeto que visa calar os professores e alunos, por isso se essa greve triunfa fortalece a luta de todos trabalhadores e jovens não só contra os ataques mas também contra as idéias reacionárias dos golpistas e empresariado.

Nesse pouco mais de um ano de governo Dória já mostrou como odeia tudo que seja desenvolvimento livre e critico, e principalmente que odeia que a população tenha acesso a educação e ao conhecimento. Começou sua gestão apagando os grafites das ruas, uma vez que para ele a arte não pode estar nas ruas aos olhos de todos. Depois organizou uma gama de ataques à educação e aos serviços públicos.

A começar com as "questões orçamentárias", 28,5% do total da verba destinada à educação de São Paulo foi contingenciada ainda em Janeiro de 2017. O orçamento aprovado pela Câmara dos Vereadores na Lei Orçamentária foi de cortes de R$ 1,28 bilhão na educação (28,5% do total), R$ 1,38 bilhão na saúde (20,7% do total), R$ 197,4 milhões na cultura (43,5% do total) e R$ 79 milhões da gestão ambiental (44,5% do total, a mais afetada em termos proporcionais).

O material escolar foi o próximo item cortado, com mais da metade dos kits negados, em comparação com o cálculo do ano passado (cuja gestão de Haddad deixou de entregar a última parcela dos materiais). Dória chegou ao absurdo de proibir que as crianças repetissem a comida, cortando a merenda escolar e nas creches que para muitas famílias é a fonte de alimentação dos filhos.

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Além de tudo isso, sua gestão necessitava de uma ofensiva de repressão ideológica, Dória é um dos maiores defensores do projeto Escola Sem Partido, que busca censurar com punições os professores que falarem de política, da situação degradada das escolas públicas e dos ataques por parte dos governos. De ensinar sobre sexualidade e qualquer tema que conteste o moralismo reacionário propagado por todos golpistas no país.

Porém, João Doria não quis esperar a lei ser possivelmente aprovada, para notificar o diretor do colégio Escola Municipal de Ensino Fundamental Doutor Hélio Tavares em 2017, cobrando explicações sobre faixas de repúdio às reformas da Previdência e Trabalhista e reivindicando o Fora Temer.

O prefeito defende o projeto Escola Sem Partido justamente porque quer impedir que a juventude e as crianças tenham acesso a história de luta e contestação dos trabalhadores e setores oprimidos. Porque quer silenciar os professores e assim tentar desmoralisa-los, como parte de impedir o surgimento de novas greves, como a que vivemos hoje.

Veja aqui -
Elogiando o MBL, Dória defende o projeto Escola Sem Partido

Busca que a população seja condenada a ignorância da história e da própria sexualidade e da política, para poder seguir falando suas mentiras de empresário esperando que ninguém perceba que ele na verdade defende a desigualdade social, a exploração do trabalho e o fim de qualquer direito social e trabalhista.

Por isso se os professores de São Paulo derrotam Dória, fortalecem a luta de todos os trabalhadores, jovens, mulheres, negros, LGBTs, que vem se enfrentando com os ataques dos golpistas e ao contrario do que querem os empresários e governos, vem se politizando e mostrando que não vão se calar mais. Da mesma forma que os professores e trabalhadores municipais gritam que “não tem arrego” contra a reforma da previdência de Dória.

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