Juventude

USP NA GREVE GERAL DE 14 DE JUNHO

Greve começa na USP com ato de rua de estudantes e trabalhadores

Jovens e trabalhadores se reuniram desde a madrugada no principal portão da maior universidade do país. Fecham a entrada da universidade e planejam uma manifestação de rua para não simplesmente parar suas atividades mas ativamente leva-las à rua. Os estudantes e trabalhadores da USP devem participar das manifestações de rua na tarde em São Paulo.

sexta-feira 14 de junho| Edição do dia

A manifestação que ocorre neste momento no Portão 1 da Universidade é parte da greve geral deste 14 de junho e foi aprovada pelas assembleias dos trabalhadores da USP e pela assembleia geral dos estudantes da USP. A manifestação fecha o acesso à cidade universitária.

Ao contrário da orientação das centrais sindicai para fazer uma greve de pijama, ficando em casa, os jovens e trabalhadores da USP quiseram ir às ruas, construir uma greve ativa. A força mostrada pela juventude que colocou milhões nas ruas nos dias 15 e 30 de maio, junto à força da classe trabalhadora é o que pode derrotar a reforma da previdência de Bolsonaro e de Rodrigo Maia.

A manifestação trás como sua principal consigna uma grande faixa com o que foi aprovado na assembleia dos trabalhadores da USP: “Contra os cortes na educação e a reforma da previdência”, com estes dizeres buscam unificar a pauta da luta da educação com a luta contra a reforma da previdência, pautas que as burocracias sindicais e estudantis buscaram separar, impedindo essa unidade que tem o potencial de derrotar Bolsonaro.

A manifestação também traz outras faixas aprovadas democraticamente em assembleia “por um plano de luta das centrais sindicais, por uma greve geral até a derrubada da reforma” e “contra o desemprego, divisão das horas de trabalho sem redução salarial”. Com essas propostas buscam oferecer um programa contra a chantagem capitalista e do governo Bolsonaro que diz que os trabalhadores devem escolher entre ter emprego sem direitos ou ter direitos sem emprego e também apontam à necessidade de que a greve de hoje seja parte de um plano de luta e não um evento isolado, como querem as centrais sindicais que enquanto se dizem contra a reforma negociam-na com o centrão, ou que tem seus governadores a defendendo como é o caso do PT, PcdoB e da CUT e CTB.

O Esquerda Diário e o MRT participam ativamente desta ação na USP, construindo junto a estudantes e trabalhadores uma paralisação ativa e que diga claramente que nosso futuro não se negocia, exigindo das centrais sindicais imediato rompimento das negociações com Maia e o Centrão e imponha um plano de luta para que os trabalhadores e a juventude possam vencer.

A ativa unidade de trabalhadores e estudantes é o que precisamos para juntar forças e enfrentar os cortes na educação, a reforma da previdência e todo o plano do golpismo.




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