Mundo Operário

GREVE DOS PETROLEIROS

Greve Nacional dos Petroleiros chega ao 7º dia com adesão de quase 100 unidades

No 7º dia de greve, petroleiros seguem firmes com quase 100 unidades participando. Apesar do cerco que a mídia capitalista faz, precisamos cercar de solidariedade esta luta que já acontece em 13 estados do país.

sexta-feira 7 de fevereiro| Edição do dia

A greve nacional dos petroleiros está se expandindo. No início do dia de ontem havia uma adesão de 50 unidades em 12 estados, hoje, o sétimo dia de greve começou com a adesão de quase o dobro de unidades, tendo chegando também ao Mato Grosso do Sul.

Neste sétimo dia houveram ações de distribuição de gás de cozinha por um preço justo em Araucária-PR, Canoas-RS, Vitória-ES e Alagoinhas-BA. Haverão ações ainda em Paulínia-SP, e Belo Horizonte-MG neste sábado.

Segundo a Federação Única dos Petroleiros, o panorama da greve é o seguinte:

- 27 plataformas: 23 na bacia de campos e 4 no CE

- 11 refinarias: REMAN, RNEST, RLAM, REDUC, REGAP, REPLAN, RECAP, REVAP, RPBC, REPAR, REFAP

- 14 terminais: Coari, Mucuripe, Suape, Temadre, Tecam, Tecab, Guararema, Barueri, Teguaçu, Tejaí, Temirim, Tefran, Tepar, Tenit

- 7 campos terrestres: BA

- 4 termelétricas: CE, MG, RJ, MS

- 2 Unidades de tratamento de gás: UTGC-ES e NF

- 1 Usina de biocombustivel: BA

- 1 fábrica de fertilizantes: FAFEN-PA

- 1 fábrica de lubrificantes: LUBNOR-CE

- 1 fábrica de xisto: SIX-PR

- Base administrativa: Edville SC

Também existem bases da Federação Nacional dos Petroleiros com atividades no litoral paulista e no RJ. Em Cubatão, no terminal Transpetro Pilões, e na UTGCA, em Caraguatatuba, foram realizados atrasos com os trabalhadores dos regimes de turno e administrativo. No Aeroporto de Jacarepaguá, houve atraso nos vôos das plataformas de Merluza, Mexilhão, P67 e P66. Lá, a mobilização também foi em protesto ao cancelamento de reunião com o RH, que estava agendado para o dia 3 e foi suspensa unilateralmente.

Apesar dos assédios, como as arbitrariedades do TST e a perseguição da direção da Petrobrás, a greve está se tornando cada vez mais forte. Isso apenas reforça a necessidade de cercar de solidariedade contra os ataques que sofrem os trabalhadores que hoje são os inimigos número 1 de Bolsonaro.

Por ser o fator que mais se enfrenta com o governo que já aplicou ajustes duros a toda classe trabalhadora e que pretendo aprofundá-los, com mais reformas e privatizações como a da Petrobrás, é necessária a mais ampla unidade das demais categorias de trabalhadores com os petroleiros. Porque as centrais sindicais não organizam medidas de solidariedade nas bases que dirigem? A CUT, por exemplo, dirige não apenas os petroleiros, mas, em vários lugares do país, metalúrgicos, rodoviários, correios, professores, etc.

Nós, do Esquerda Diário, convocamos a todas e todos leitores para um tweetaço hoje, às 15h, para romper o cerco midiático existente sobre a greve dos petroleiros, para que ela se torne mais conhecida e mais apoiada pela população, que tem muito a ganhar com a luta dos petroleiros.

Veja também: Faça parte da campanha "somos todos petroleiros"




Tópicos relacionados

Paulo Guedes   /    Petrobras   /    Jair Bolsonaro   /    Privatização da Petrobras   /    Greve   /    Greve dos Petroleiros   /    Mundo Operário

Comentários

Comentar