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Graças a Temer e ao judiciário, Petrobrás corre risco de perder outros R$ 20 bilhões

O saque da riqueza nacional com o aval de Temer e a mãozinha do judiciário e do "mercado".

sábado 6 de janeiro| Edição do dia

Bancos de investimentos e outros representantes da "rapina nacional" querem igualdade de condições do presente que Temer e Parente deram aos ianques e preparam com a ajuda da justiça um novo rombo de R$ 20 bilhões para a Petrobras.

Os acionistas minoritários da Petrobras que entraram com ação contra a empresa no Brasil acreditam ter direito a uma indenização de R$ 20 bilhões por conta das perdas provocadas pela corrupção na estatal. Segundo a Associação dos Investidores Minoritários (Aidmin), o número leva em conta o acordo de US$ 3 bilhões (cerca de R$ 9,5 bilhões) fechado pela Petrobras esta semana com acionistas nos Estados Unidos.

"O cálculo considera que cerca de dois terços dos papéis da Petrobras foram adquiridos na B3 (a bolsa de São Paulo) e apenas um terço na Nyse (a bolsa de Nova York). Um acordo nas mesmas bases no Brasil resultaria em aproximadamente R$ 20 bilhões", afirmou Aurélio Valporto, vice-presidente da Aidmin.

Após a Petrobras divulgar o acordo bilionário e criminoso para encerrar ações contra a empresa nos EUA por conta da corrupção na estatal, a Aidmin adicionou um novo pedido na ação judicial movida pelos "minoritários" brasileiros contra a empresa: de que o dever de reparação dos danos aos investidores brasileiros seja baseado nos mesmos parâmetros adotados nos EUA. O argumento utilizado para o pedido é o princípio da isonomia.

Porém, na opinião de fonte jurídica utilizada pelo jornal Estado de São Paulo, os minoritários devem enfrentar algumas dificuldades no debate jurídico pela frente. Isso porque a legislação americana é diferente da brasileira, na qual a tendência é de que a responsabilização recaia sobre pessoas físicas, e não sobre as jurídicas.

Pode ser que a lei brasileira seja distinta da americana, mas a depender de Temer e do judiciário brasileiro estaremos vendo mais uma destruição do patrimônio da maior empresa do país, uma estatal que ao invés de enriquecer acionistas estrangeiros e políticos corruptos poderia estar a serviço de atender as necessidades da população. É preciso lutar contra a privatização da Petrobras exigindo das centrais sindicais a retomada do caminho da greve geral para barrar estes ataques e derrubar a reforma da previdência.

Com informações da Agência Estado




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