Política

GOVERNO BOLSONARO

Graças a Bolsonaro pelo menos 367 cidades ficarão sem qualquer médico

sábado 17 de novembro| Edição do dia

A saída dos médicos cubanos do projeto Mais Médicos depois de declarações de Bolsonaro que os levaria para a prisão americana de Guantanamo promete resultar em um grande "apagão médico" em boa parte do norte e nordeste do país, regiões mais afetadas pela saída dos médicos.

Depois de inúmeras reacionárias e xenofóbicas declarações de Bolsonaro os médicos se retirarão do país em menos de 1 mês. São mais de 8mil profissionais que deixarão de atender a população. Hoje Bolsonaro faz um discurso hipócrita de defesa das condições de trabalho dos cubanos, ao mesmo tempo que ele votou contra direitos trabalhistas às domésticas e quer extinguir fiscalização de trabalho escravo, relembre o que ele dizia dos médicos cubanos em sua campanha.

Bolsonaro eleito com toda ajuda do autoritarismo judicial que manteve ilegalmente preso Lula e tomou mil e uma medidas para favorecer a continuidade do golpismo no pleito tem como mandato atacar selvagemente os direitos dos trabalhadores. Essa primeira medida sem sequer ter assumido promete deixar milhões sem qualquer direito à saúde.

Segundo Felipe Proenço de Oliveira, ex-coordenador do programa Mais Médicos, pelo menos 367 cidades ficarão sem qualquer médico no atendimento básico. Em entrevista à Folha de São Paulo. Em alguns lugares ele afirma que a cobertura médica (que só existe como "saúde da família" já que não há hospitais) até 30% da população não terá cobertua médica alguma. Ele afirma: "!Há vários estados, especialmente no Norte, em que a cobertura populacional de saúde da família vai cair até 30%. O Natal dessas cidades não terá médico."

O governo Bolsonaro nem começou e já entregou o Banco Central ao Santander, já organiza a reforma da Previdência e o fim do atendimento médico em mais de 5% das cidades brasileiras. O Esquerda Diário e o Movimento Revolucionário de Trabalhadores que o impulsiona coloca sua energia para construir nos locais de trabalho e estudo a força da classe trabalhadora para resistir a esses ataques, exigimos das centrais sindicais a realização de assembleias e a criação de milhares de comitês de base para organizar um plano de luta para derrotar a reforma da Previdência e todos ataques do governo Bolsonaro.




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