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Governos reabrem economia, e rifam vidas: 13 capitas tem mais de 80% dos leitos ocupados

No Brasil do governo Bolsonaro onde já passa dos 1,5 milhão de casos e mais 61 mil mortes por COVID-19, a situação segue piorando, com várias capitais se aproximando do colapso dos leitos de UTI. Fruto das políticas de reabertura econômica dos governadores e prefeitos e da ganância capitalista.

sexta-feira 3 de julho| Edição do dia

No Brasil do governo Bolsonaro onde já passa dos 1,5 milhão de casos e mais 61 mil mortes por COVID-19, parece está longe do fim da pandemia como o presidente alegou nas últimas semanas. A situação segue se agravando cada vez, e algumas capitais o sistema de saúde voltam a está próxima do colapso, e algumas estão se aproximando pela primeira vez do colapso graças às absurdas políticas de reabertura econômica aplicada pelos governadores e prefeitos destas capitais. A ocupação dos leitos de UTI voltou a subir nas últimas semanas em todo o país. Em 13 capitais o número chegou a ultrapassar 80% de ocupação, estando cada vez mais próximas do colapso.

Algumas capitais já colapsaram como Natal no Rio Grande do Norte que há mais de um mês segue com 100% dos leitos ocupados. A situação no Estado é calamitosa, enquanto que o governo de Fátima Bezerra (PT) manteve sua aliança com os empresários permitindo no meio do caos que passa o Estado com o coronavírus, a flexibilização econômica permitindo a reabertura de atividades como construção civil.

A cidade de Rio Branco no Acre, também vive uma situação semelhante com 95% dos leitos ocupados. Demais cidade como Salvador, Fortaleza, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis, São Luís, Maceió, Boa Vista, Teresina e a região metropolitana de Vitória já ultrapassam os 80% de ocupação. A maioria dessas cidades tiveram um salto nos casos e mortes pelo novo coronavírus nas últimas semanas.

Em Minas Gerais, a situação entrou em catástrofe na última semana, com as ocupações ter chegado em 92%. O governo Zema (NOVO), garantiu que o Estado chegasse nesse ponto, negligenciando de forma absurda o escandaloso número de casos subnotificados, dizendo não se preocupar com as subnotificações. E com a falta de testes e número parcialmente menor de casos e mortes permitiu que a economia fosse reaberta e levou a uma escala altíssima de coronavírus.

Em Porto Alegre no Rio Grande do Sul seguiu o mesmo caminho, ignorando as subnotificações e permitindo a flexibilização da economia, chegando ao absurdo de tornar atividades como construção civil como serviço essencial para os empresários seguirem lucrando enquanto os casos começaram disparar. Hoje mesmo com os alguns hospitais da cidade a beira do colapso, o governo de Leite e Marchezan (ambos PSDB), permitem que maior parte das atividades não essenciais sigam funcionando sem garantir testes para todos.

A situação das capitais e de todo o país seguirá piorando nas mãos desses governos. Mesmo os governadores que se colocam na oposição contra o governo negacionista de Bolsonaro, mas na verdade todos seguiram a mesma política de volta a normalidade e de reabertura econômica enquanto os trabalhadores seguem morrendo para a COVID-19. Os leitos de UTI seguem ameaçados de colapso enquanto tem uma enorme rede privada que poderia ser usada para atender toda a população. Mas esses mesmo governadores foram contra o pedido de fila única do SUS feita pelo PSOL no STF. Esses governadores (inclusive os do PT) estão mais interessados em manter intacto os lucros do capitalista do que salvar a vida dos trabalhadores.

Para enfrentar a pandemia, é preciso implementar um programa de emergência. São necessários testes massivos para a possibilidade de uma quarentena efetiva, a multiplicação de leitos de UTI, a contratação de mais trabalhadores da saúde, a unificação do sistema privado e público da saúde sob controle dos trabalhadores, readequação da indústria nacional para a produção de todos equipamentos necessários, utensílios, medicamentos e produtos necessários para o combate à pandemia e atendimento a pacientes, proibição das demissões e o aumento do auxílio emergencial para a população de baixa renda e impostos progressivos sobre as grandes fortunas. Além disso, é preciso revogar da EC dos gastos e a reforma trabalhista e da previdência, que somente foram implementadas para que o governo siga pagando a fraudulenta e ilegítima dívida pública. Para que tudo isso seja colocado em prática, a classe trabalhadora, que é quem mais morre com a pandemia, precisa se unir para pôr fim nesse sistema capitalista, que impõe os seus lucros acima da vida de todas e todos, impondo a luta por uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana.




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