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Governo multa sindicatos por danos em Brasília, mas ignora prejuízos ao povo com reformas

quarta-feira 31 de maio| Edição do dia

No último dia 24/05, manifestantes de todo o país foram a Brasília contra as reformas do governo golpista e pelo o Fora Temer. Os manifestantes foram brutalmente reprimidos pela PM que durante horas jogou bombas de gás lacrimogênio, tiros de bala de borracha e até de arma de fogo. A mídia que apoia o golpe fez uma cobertura do ato noticiando que os manifestantes eram vândalos por terem colocado fogo no ministério da agricultura e quebrado a vidraça de alguns outros.

A indignação que a mídia demostrou com as vidraças e com o fogo que atearam no ministério da agricultura virou memes que circularam no facebook e em outras redes que satirizaram que "no Brasil as vidraças são mais importantes do que a vida de pessoas". O Ministro da Defesa, Jungmam, deu declaração coletiva demonstrando seu repúdio a depredação do patrimônio público, mas não falou uma palavra sobre a violência da PM que reprimiram brutalmente os trabalhadores que legitimamente estavam manifestando na esplanada, menos ainda repudiou os atos do governo golpista contra os direitos dos trabalhadores atacados, como trabalhar até morrer sem se aposentar.

O golpista, Michel Temer, acionou as forças armadas (exército), para reprimir os manifestantes, em uma atitude autoritária que não se presenciava no brasil desde a ditadura militar.

Não contente com repercussão vergonhosa que teve a truculência policial, a Advocacia-Geral da União (AGU), entrou com ação na justiça para cobrar das centrais sindicais e dos movimentos sociais o ressarcimento pelos danos causados no Ministério da Agricultura.

A única central sindical que respondeu foi a Força Sindical, que jogou a responsabilidade da ação ação nos "Black Blocks" e na polícia. Estão cobrando 1,6 milhão para reparos na infraestrutura do prédio e pelo prejuízo causado pela interrupção do trabalho neste dia. No entanto a AGU afirma não ter identificado os manifestantes, que estavam com camisetas amarradas no rosto devido à enorme repressão com o gás lacrimogênio.

Contudo, nem a AGU, nem o presidente golpista nem tampouco o ministro da defesa se posicionaram contra os direitos retirados da população com as Reformas Trabalhista e da Previdência, nem sobre toda repressão que os manifestantes passaram exercendo seu livre direito de se manifestar. Foram encurralados, sitiados pela polícia e resistiram durante horas embaixo de bomba e bala de borracha. O ato era composto por trabalhadores de todo pais e por ativistas de movimentos sociais, inclusive alguns dos manifestantes por não terem com quem deixar os filhos, tiveram que leva-los. Dos manifestante que ficaram feridos, um perdeu a mão, outro perdeu a visão porque tomou um tiro de bala de borracha, outro teve que fazer uma cirurgia porque tomou um tiro de arma de fogo.

Até agora nenhuma notícia de quem vai pagar a conta do transtorno e da violência que sofreram os trabalhadores que estão sofrendo com direitos sendo retirados, com a terceirização, com a reforma trabalhista e a reforma da previdência.

E esse governo golpista ainda não viu nada. Os trabalhadores só estão começando a demonstrar a grande força que eles tem. As centrais sindicais estão chamando uma greve geral para o final de junho, contra as reformas dos golpistas, e vamos construir uma forte greve geral, até derrubar Temer e suas reformas.

Foto: Paulo Iannone




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