Política

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Governo golpista quer acabar com a paridade entre servidores ativos e inativos

Guilherme de Almeida Soares

São José dos Campos

quarta-feira 24 de agosto| Edição do dia

O governo golpista pretende acabar com a paridade entre servidores ativos e inativos, o que assegura o mesmo reajuste salarial para todos e na mesma data. A medida consta da proposta da "reforma da Previdência" que está sendo desenhada e afetaria todos os funcionários que ingressaram no serviço público antes de 2003 e que não chegaram à idade de se aposentar. Estes trabalhadores passariam a ter o direito somente à reposição da inflação (medida pelo INPC), no momento de reajustar o benefício.

Para quem trabalha no setor privado, a ideia é desvincular o piso previdenciário da política de reajuste de salário mínimo. Para os aposentados que ganham acima do mínimo, o valor do benefício já é corrigido pela inflação – conforme determina a Constituição. De acordo com "técnicos" envolvidos nas discussões, o fim da paridade dos servidores teria impacto não a curto prazo, pois a intenção seria "fixar um teto para os gastos públicos". Mas, a médio e longo prazo, a medida representaria uma sinalização positiva para os grandes empresários e banqueiros.

Esta medida faz parte do "pacote de maldades" do governo golpista de Michel Temer, que visa fazer com que os trabalhadores e setores populares da sociedade paguem pela crise capitalista que o Brasil está passando. Enquanto os trabalhadores pagam o ônus de uma crise que não foi eles que criaram, os próprios "técnicos" do governo não tem a cara de pau de dizer que esta medida é uma sinalização para os "mercados". Em outras palavras: visa favorecer os grandes empresários e banqueiros.

É um absurdo, que trabalhadores que estão na ativa há vários anos tenham que ver os poucos direitos que possuem sendo arrancados por um governo golpista ilegítimo. Com a crise econômica, estamos vendo a inflação ir para as alturas e isso afeta o preço da comida e de outras questões essenciais para sobrevivência dos trabalhadores. Isso faz com que o salário de parte dos trabalhadores do serviço público que não estão na ativa decaia.

Em muitos dos lugares como o Estado de São Paulo, os governos estão negando dar reajuste salarial. O exemplo mais claro disso são os professores da rede estadual de São Paulo que vão completar dois anos sem reajuste salarial. Com esta medida do governo golpista de Temer abre espaço para que exemplos como dos professores do Estado de São Paulo aconteça no Brasil inteiro.

Esta medida também mostra que os governos estão dispostos a sucatear os serviços públicos, para depois poder privatiza-los. Com o argumento reacionário e totalmente questionável de que os serviços públicos não são eficientes e que os trabalhadores da ala pública possuem inúmeros privilégios, os governos cada vez mais estão avançando na entrega destes serviços, para os grandes empresários e banqueiros.

É preciso um plano de luta contra a privatização e outros ataques que o governo golpista de Temer, junto com outros governos estão planejando impor. É preciso que a CUT rompa com a sua paralisia consciente e organize na base os trabalhadores para derrotar este governo e seus ajustes.




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