Política

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Governo fecha acordo para atacar a previdência ainda este ano

Com pressa para sinalizar aos empresários a capacidade de atacar os trabalhadores, Planalto e Ministério da Fazenda negociam para que reforma da previdência passe até o Natal.

terça-feira 17 de outubro| Edição do dia

Os ministros Padilha e Henrique Meirelles se reuniram com o secretário de Previdência, Marcelo Caetano, e o relator da reforma na Câmara, Arthur Oliveira Maia, para discutir possibilidades de “flexibilizar” a reforma para que a todo custo ela possa passar ainda este ano.

Planalto e Fazenda teriam acordado em negociar alguns pontos da reforma, mas deixaria intacto três pilares: idade mínima (65 anos para homens e 62 para mulheres), o tempo de contribuição de pelo menos 25 anos e uma regra de transição do modelo atual para o próximo, com 30% do tempo.

O que mudaria na proposta seria a aposentadoria rural, que seria distinta 60 anos (homens) e 57 anos (mulheres), com 15 de contribuição, o benefício para idosos BPC que não mudaria a idade mínima, e para receber 100% do valor o trabalhador teria que ter 40 anos de contribuição.

Os golpistas querem que a reforma vá a plenário assim que for votada a segunda denúncia contra Temer, que deve ocorrer até o fim desse mês, daí em diante a proposta seria levada à câmara ainda no mês de novembro e poderia ser votada no Senado até o último dia do ano legislativo, 22 de dezembro.

Ou seja, dizem negociar para flexibilizar a reforma, mas está claro que o que querem é que os trabalhadores trabalhem mais e até morrer, sem nenhum direito de descansar nem no fim da vida. A pressa dos ministros é a pressa de quem quer respirar aliviado em 2018 porque mostrou à burguesia que tem capacidade de atacar a vida e os direitos dos trabalhadores em nome de seus lucros.

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Com essa sinalização do governo golpista é mais do que urgente que trabalhadores e jovens de todo o país se inspirem nos lutadores do Rio Grande do Sul organizando a luta para tomar os sindicatos e entidades nas suas mãos e retomar assim o único caminho capaz de derrotar Temer e seus planos de ataques, o caminho da greve geral.




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