Governo do RJ disponibiliza um milhão para manter a farsa da EaD

Em meio a epidemia do corona, e a uma crise generalizada da saúde, SEEDUC anuncia que irá gastar mais de um milhão em "teleaulas", enquanto as escolas, os professores e os estudantes seguem cada vez mais precarizados.

terça-feira 5 de maio| Edição do dia

Nesta segunda-feira 4 de Maio foi publicado em Diário Oficial pela Seeduc de Pedro Fernandes a contratação de horário na grade de transmissão na TV Bandeirantes com a propostas de exibição de conteúdo educacional no valor de pouco mais de 1 milhão de reais. Sem haver qualquer diálogo com as comunidades escolares trata-se de mais uma imposição no que diz respeito à tentativa de concretização do EaD via favorecimento de grandes empresas no Estado do Rio de Janeiro.

O EaD que tem sido imposto por Pedro Fernandes não tem preocupação com o elementar direito democrático à educação pois muitos alunos e professores não conseguem ter acesso ao material tecnológico necessário a tal prática. Enquanto professores da rede estadual do RJ amargam 6 anos sem reajustes salariais e o descumprimento do terço de carga-horária, muitos alunos e alunas sequer tem o que comer em seus lares. E de forma demagógica o secretário faz diversas promessas que não são concretizadas, como a de que haveria uma ajuda de R$100,00 às famílias dos estudantes e que professores e alunos receberiam da Seeduc chips como forma de garantir acesso ao uso da internet, sem sequer referir-se aos outros instrumentos tecnológicos necessários para tal.

A proposta de imposição do EaD na rede estadual tem sido levada a frente para garantir os interesses econômicos das grandes empresas envolvidas, nesse caso a gigante internacional Google que terá milhares de contas a mais para capitalizar em seus meios virtuais visto com o que tem sido chamado pela Seeduc nos últimos dias de “ensino remoto”, imposto aos professores e alunos e executado de forma atropelada e sem qualquer regulamentação legal, diálogo ou debate com a sociedade.

É preciso denunciar em cada escola esta farsa de Pedro Fernandes e do governo Witzel, que em meio a pandemia do corona vírus aprofundam os ataques a população. Qualquer saída para lidar com a pandemia só pode vir dos trabalhadores, controlando a produção e fazendo com que os capitalistas é que paguem pela crise, e isso também vale para a educação: as comunidades escolares devem decidir antes de tudo, o que fazer com os recursos durante a quarentena, especialmente a verba para merenda, e depois se deveria haver alguma forma de ensino a distância durante neste período.

Fora Bolsonaro, Mourão e todos os militares! Nenhuma confiança nos golpistas, por uma saída independente da classe trabalhadora a crise, com controle operário da produção e uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana, para que o povo possa decidir e dar uma resposta a crise que não venha com mais ataques.




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