Política

PRIVATIZAÇÃO

Governo deve anunciar 58 projetos de privatização para aumentar o lucro capitalista

terça-feira 22 de agosto| Edição do dia

FOTO: Trabalhadores da CEDAE contra a privatização/fonte: EBC

Semana passada o governo informou que 58 projetos deverão se incorporar ao Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), onde serão colocados a venda ou concedidos ao setor privado. Estimam se que esses acordos possam gerar o valor de R$44 bilhões nos primeiros cinco anos, para os cofres públicos.

Os mais diversos setores estão nesta lista de licitação, onde linhas de transmissão de energia, terminais portuários, rodovias e aeroportos são linha de frente para negociações, mas também a interesse em extinguir algumas instituições públicas como Casemg, CeasaMinas e Casa da Moeda entre outros.

Após a reunião do conselho do PPI, marcada para essa quarta-feira (23) serão divulgados maiores detalhes sobre esse projeto, a privatização da Eletrobrás e do aeroporto de Congonhas, também estão na lista que o governo diz ser mais que necessária.

O lance para o aeroporto de Congonhas deve ultrapassar os R$6 bilhões, e pode ser pago a vista. E com a privatização da Eletrobrás, estima se obter R$20 bilhões.
Além desses ditos grandes negócios, a licitação prevê que algumas das principais rodovias também sejam relicitadas como o caso da rodovia BR-153 (Goiás – Tocantins) que estava sob concessão do grupo Galvão e foi cassada, e a relicitação da BR-364 ( Mato Grosso – Rondônia), os objetivos financeiros para essas duas estradas gira em torno de R$ 12 bilhões ao longo dos contratos, onde o maior beneficiário seria o setor do agronegócio.

A implementação desse projeto para o governo é uma tentativa de estimular a economia do país, o que sabemos não é verdade, o que vemos com esse projeto são os grandes acordos que irão privatizar e precarizar ainda mais alguns serviços prestados, onde os grandes prejudicados são os trabalhadores brasileiros, pois os valores acima mencionados jamais serão investidos no atendimento das demandas da classe trabalhadora, mas sim atenderão os interesses políticos e empresariais que estão em curso.




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