XENOFOBIA

Governo de RR pede ao STF barreira xenófoba contra entrada de venezuelanos

Pela segunda vez, a governadora de Roraima, Suely Campos (PP), pediu mais medidas do judiciário e do governo que impeçam o direito dos venezuelanos de se instalar no país. A xenófoba e direitosa é candidata à reeleição pelo mesmo partido da vice de Geraldo Alckmin (PSDB), a latifundiária Ana Amélia.

Ítalo Gimenes

Campinas

segunda-feira 20 de agosto| Edição do dia

Foto: Beto Barata/Agência Brasil

As pretensas justificativas da governadora para maquiar suas intenções abertamente xenófobas é a necessidade de “conter conflitos” e um “eventual derramamento de sangue”.

O pedido foi feito um dia após um ataque de grupos xenófobos contra imigrantes venezuelanos do município de Pacaraima, que atearam fogo em seus pertences, arremessaram pedra, dentre outros atos de violência. Sua proposta é uma perseguição aos imigrantes em resposta a uma violência conta eles.

A campanha que faz a governadora Suely Campos em frente as trágicas condições em que chegam os venezuelanos no país, atravessando a chamada “Rota da Fome”, é de que "É por esses caminhos que contrabandistas estão traficando armas e drogas para o estado”, e que os venezuelanos estão "tirando emprego de roraimenses". Uma posição abertamente xenófoba e reacionária, que tentou impedir o acesso ao SUS por esses imigrantes.

Inspirada nos exemplos do norte, com Donald Trump separando famílias imigrantes nas fronteiras, a governadora toma posições abertamente xenófobas e endossa a violência ocorrida ontem e a repressão do seu governo, de Temer e das forças nacionais.

Da mesma foma que as operações do Exército, junto as policiais militar e civil locais, foi enviada por Temer e Pezão para usar violência contra os negros, pobres e moradores das comunidades do Rio de Janeiro, junto à Suely Campos usa das Forças Nacionais para militarizar a fronteira, controlar a vinda de imigrantes e instalar a repressão. Ação semelhante foi feita nos governos Dilma contra haitianos. Durante o ataque de ontem, o Exército assumiu que não iria intervir em defesa dos imigrantes contra os xenófobos.

Não mais que duas centenas de abrigos foram instalados em um local onde estipula-se a entrada de 600 imigrantes. O governo se recusa a fornecer de assistência mínima, e reproduz a prática xenófoba de países da Europa para conter fluxos de africanos e do Oriente Médio.

Como desenvolvemos nesse texto, é necessário exigir os mais amplos e irrestritos direitos sociais e políticos aos imigrantes da Venezuela e rechaçar toda forma de controle do Exército nas fronteiras. Os venezuelanos devem ter liberdade para transitar e se instalar em qualquer cidade do país, e garantidos seus direitos básicos à saúde (tratamento médico e medicamentos), educação (infantil, de jovens e adultos) e transporte de maneira gratuita.

Esta é uma batalha de toda a esquerda brasileira, dos sindicatos e centrais sindicais junto aos organismos de direitos humanos contra o Estado dos capitalistas.




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