CORTES DE VERBA

Governo anuncia novos cortes como chantagem para a reforma da previdência

O governo tem até o dia 22 desse mês para anunciar os novos cortes nos ministérios, e já afirmou que das áreas de Educação e Saúde não irá mais cortar. Bolsonaro sentiu a força da mobilização que centenas de milhares de estudantes junto com trabalhadores de diversas categorias, em especial os professores, podem ter unificando a luta contra os ataques numa só batalha, e quer continuar a chantagem para garantir a aprovação da absurda reforma da previdência.

sexta-feira 17 de maio| Edição do dia

A principal prioridade do governo hoje é passar essa nefasta reforma para nos fazer trabalhar até morrer enquanto mantém o lucro dos patrões e dos grandes empresários. Eles mentem, querem enganar a população dizendo que os cortes poderão ser revistos com a aprovação da reforma da previdência, como ficou explícito com declarações do ministro da educação Weintraub e de Eduardo Bolsonaro, e querem usar a educação como moeda de troca para nos fazer escolher entre estudar e se aposentar.

Agora, afirmam que não vão mais cortar da educação mas estão preparando mais um corte de R$ 5 bilhões. Esse ano alguns ministérios, como o de Minas e Energia, já tiveram cortes acima de 70%. Os Ministérios de Infraestrutura, Defesa, Turismo, Ciência e Tecnologia, Agricultura e Desenvolvimento Regional tiveram cortes entre 30% e 40%. O governo quer cortar, principalmente, gastos com contratação de pessoal extra, pesquisas e aqueles que gerem retornos em médio e longo prazos.

O 15M mostrou o caminho para dar uma resposta à altura aos ataques de Bolsonaro com a enorme força que a juventude demonstrou ter, ainda mais ao lado dos trabalhadores. A luta contra os cortes, no entanto, para ser efetiva, tem que estar articulada aos interesses de toda a população e, pra isso, a juventude tem hoje uma tarefa que é a de assumir a luta contra a reforma da previdência.

Já foi chamado outro dia de luta contra os cortes na educação, 30 de maio. A União Nacional dos Estudantes (UNE), junto com as centrais sindicais como CUT e CTB (dirigidas pelo PT e PCdoB), precisam chamar assembleias de base nas quais sejam eleitos delegados para se formar um comando nacional de mobilização. Assim, unificando a luta contra os cortes com a luta contra a reforma da previdência e fazendo do dia 30 um dia de greve geral.

Nosso futuro não se negocia! Não vamos aceitar nenhum corte e não cairemos na mentira do governo Bolsonaro. Precisamos impor um programa dos de baixo, dos trabalhadores e da juventude, contra o pagamento da dívida pública e por uma universidade que tenha o conhecimento voltado à população e não às empresas, sem o filtro social do vestibular, para que sejam os capitalistas que paguem pela crise que eles criaram.




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