Política

REFORMAS AVANÇAM NO CONGRESSO

Governo Temer quer votar Reforma da Previdência em agosto

Nessa segunda-feira, dia 19/06, o relator da Reforma da Previdência na Câmara, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA) ressaltou que mesmo após a “confusão política” causada pela delação da JBS, a agenda do governo para aprovar a Reforma da Previdência “parece estar preservada” para agosto. Em palestra na Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Arthur disse: "A agenda de reformas me parece estar preservada, basta termos articulação política e força para fazer com que ela a reforma da Previdência de fato aconteça"

segunda-feira 19 de junho| Edição do dia

Na terça-feira, dia 20, está marcada uma conversa com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) junto ao ministro da Secretaria de Governo, Antônio Imbassahy (PSDB) para acelerar os passos na aprovação do projeto no sentido de evitar que a pressão popular se faça ouvir cada vez mais alto por conta do perigo que é a proximidade com 2018 – ano de eleições.

De acordo com o relator, apesar do clima político em Brasília ter mudado diante das delações de Joesley Batista, o governo Temer ainda conserva sua base no Congresso Nacional. Por conta da crise política no executivo, Arthur Maia declara que "o protagonismo do Legislativo precisa ser maior para compensar o enfraquecimento do Executivo neste momento", afirmando também que existe um choque entre o Executivo e o Ministério Público na situação política vigente.

Assim como o conjunto da classe política, formada por representantes dos grandes empresários do Brasil e do exterior, Arthur Maia tenta pintar um caráter de urgência para a retirada de direitos de aposentadoria para trabalhadores urbanos, rurais e mulheres no Brasil. O discurso do deputado é de culpar a Previdência Social pelo desemprego e pela crise econômica, dizendo que cerca de 600 bilhões de reais serão economizados nos próximos 10 anos. No entanto, deliberadamente se cala sobre o calote de 426 bilhões devidos ao governo por grandes empresas que não pagam os impostos previdenciários corretamente.

Empresários e políticos, de acordo com Arthur Maia, estarão unificados em uma campanha pública nacional patrocinada pela Federação de Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) - a mesma do Pato amarelo pedindo pelo impeachment da Dilma, para convencer a população diante do amplo rechaço às mudanças na previdência. O relator afirma que encontrou com Paulo Skaf, presidente da mesma FIESP e que o tema da peça publicitária será “Vamos salvar a reforma”.




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