Mundo Operário

CRISE NO RIO GRANDE DO SUL

Governo Sartori quer atacar mais e seguem as mobilizações

terça-feira 11 de agosto de 2015| Edição do dia

O Rio Grande do Sul é um dos estados onde se vê claramente hoje qual será a política dos governos para sair da crise nacional, tenta impor que os trabalhadores e a população paguem a conta. Nos últimos dias, o Governo Sartori (PMDB) anunciou a terceira fase do pacote ajustes diante da crise da dívida pública. Se anteriormente as medidas consistiam em fracionar e parcelar o pagamento dos servidores públicos, agora o governo se concentra na redução das contas e gastos orçamentários e já declara entregar distintos setores essenciais da administração estatal nas mãos da iniciativa privada.

Felipe Guarnieri, metroviário de SP e delegado sindical da Estação Santa Cruz, estava em Porto Alegre na última sexta-feira (07/08) quando o governo anunciou essas novas medidas e declarou para o Esquerda Diário: “Não é verdade que o governo está num beco sem saída e que a única alternativa é cortar os salários e direitos dos trabalhadores. O ajuste não é uma medida automática, trata-se de uma opção política. O governo de Sartori está escolhendo manter religiosamente o pagamento dos juros e da dívida com o governo federal, para proteger os investidores e capitalistas que lucram com ela, além disso também está decidindo manter os super salários dos políticos e funcionários de alto escalão, que chegam a ganhar mais de 4 mil reais de auxilio moradia, e se não bastasse paralelamente ao anúncio dos ajustes, Sartori, criou mais 50 CCs (cargos de confiança) nas secretarias do governo. Uma verdadeira provocação aos servidores gaúchos que estão sem receber”.

Frente a esse cenário, as escolas permanecem funcionando com a carga horária reduzida e está sendo convocada uma assembleia estadual de todo o funcionalismo para o próximo dia 18 de agosto. Essa mobilização precisa ser seguida e apoiada pela classe trabalhadora de todo o país, pois é hoje o que foi o Paraná ontem: o estado onde querem passar um ataque maior e dar um "exemplo" para os outros estados de como descarregar a crise que eles geraram sob as costas dos trabalhadores.

Um debate no movimento

Dentro das mobilizações em curso, há um fator que gera um debate no movimento em Porto Alegre: a Brigada Militar e a polícia civil que participam das manifestações, devem ser tratados como uma categoria qualquer?

Sobre isso Guarnieri também comentou: “É fundamental unificar todo o funcionalismo junto com outros setores da classe trabalhadora, buscando construir uma aliança com a população para resistir contra os ajustes de Sartori, exigindo o não pagamento da dívida, fim imediato de todos os subsídios, a extinção dos cargos de confiança e o corte nos salários e privilégios dos políticos e funcionários de alto escalão do Governo. Que os policiais estejam fazendo parte das manifestações e não haja nenhum questionamento por parte da esquerda é que se trata de um erro. Pois, os policiais não são trabalhadores como nós. O que eles produzem senão a repressão? Inclusive às nossas próprias greves. Não seria nada surpreendente que o governo desse concessões aos policiais e que eles viessem a reprimir alguma manifestação desta própria greve e, sem dúvida nas próximas"




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