Política

PREVIDÊNCIA

Governo Bolsonaro quer dobrar contribuição previdenciária de servidores públicos

Jair Bolsonaro escolheu os ataques ao funcionalismo público uma de suas prioridades para o início de seu governo. Além de afirmar em entrevista nesta segunda-feira, 5, que pretende aprovar uma idade mínima para servidores ainda esse ano, Bolsonaro quer dobrar a contribuição previdenciária dos servidores federais, passando de 11% para 22%.

segunda-feira 5 de novembro| Edição do dia

A equipe de Bolsonaro estuda adotar a proposta de reforma da previdência feita por Paulo Tafner e Armínio Fraga, este último conhecido por sua participação como presidente do Banco Central nos anos de crise econômica do governo FHC, descarregando nas costas dos trabalhadores os efeitos da série de crises que assolaram o Brasil no final dos anos 90 e começo dos 2000.

Nessa proposta, que pretende ser ainda mais dura do que a proposta por Temer em 2017, é proposto uma “taxa extraordinária para a garantia do equilíbrio atuarial", mas sem determinar essa taxa, apenas limitando a não ser superior a 22% do salário dos servidores.

Quando indagado pelo jornal O Dia se a proposta não oneraria demais os servidores, Tafner afirmou que “é como no fundo de pensão, quando desequilibra cria-se uma suplementar", mais uma vez demonstrando que as economias de milhões de trabalhadores serão tratadas, assim como nos fundos de pensão, como um mero investimento financeiro com o qual os bancos especulam para aumentar seus lucros.

A proposta de Fraga e Tafner ainda prevê estabelecer em 65 anos a idade para todos os trabalhadores, homens ou mulheres, ignorando a dupla jornada habitualmente exercida pelas mulheres trabalhadoras. Mas, para agradar a base em cima da qual Bolsonaro pretende desferir seus ataques, a proposta prevê que militares, policias civis e agentes penitenciários se aposentem com 55 anos, 10 anos a menos que um verdadeiro trabalhador.

É necessário combater os ataques que irão vir no governo Bolsonaro contra a classe trabalhadora, precisamos lutar para que os capitalistas paguem pela crise. é preciso por um vim ao pagamento da dívida pública, uma dívida totalmente ilegal e fraudulenta, que consome cerca de 50% do orçamento público da União. É necessário também batalhar por uma aposentadoria integral a todos os trabalhadores.

Somente através da organização política dos trabalhadores e da juventude, com a independência de classe, e à esquerda do PT, este partido que já se mostrou em seus anos de governo que está do lado dos capitalista quando aplicaram sua própria reforma da Previdência e destinou 13 trilhões de reais ao pagamento da dívida pública.

Essa reforma com a qual tanto sonham Bolsonaro e os patrões precisa ser combatida através da mobilização dos trabalhadores. A CUT e a CTB, que assistiram imóveis uma série de outros ataques, como a reforma trabalhista e a lei da terceirização, precisam romper com essa paralisia e organizar os trabalhadores. É necessário construir milhares de comitês de luta por todo país, para que com a classe trabalhadora organizada nas ruas, seja possível lutar contra Bolsonaro, contra o golpismo, contra os ajustes e reformas.




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