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Governo Bolsonaro promove ataques ao IBGE

Na manhã de hoje, 07 de junho, 4 servidores do IBGE pediram a exoneração de seus cargos em função das recentes mudanças sobre como o Censo de 2020 vem sendo encaminhado pela atual direção. A principal alteração na pesquisa é a proposta de cortes sobre os questionários utilizados, o que dialoga diretamente com a redução no orçamento para sua produção, de 3 bilhões para 2,3. Tudo isso tem sido promovido com base em uma falsa necessidade de “enxutar” o censo.

sexta-feira 7 de junho| Edição do dia

Essas modificações propostas pela atual direção não são algo inesperado. O ministro Paulo Guedes, responsável por indicar a atual presidenta do IBGE, Susana Cordeiro, e o presidente, Jair Bolsonaro, sempre dirigiram críticas às pesquisas produzidas pelo instituto, especialmente à metodologia por este adotada.

As declarações do atual presidente e a precarização do censo, têm relação direta com os recentes ataques à educação e às instituições públicas de ensino superior, reconhecidas como as maiores responsáveis pelas produções científicas. Isso se confirma quando se reconhece que essas ações estão inseridas em um movimento que pretende retirar a credibilidade das pesquisas, principalmente daquelas que questionam a qualidade do governo, para se produzir novas caracterizações sociais.

Uma recente notícia que pode reforçar ainda mais essa constatação, diz respeito a uma postagem feita pelo presidente, que buscou usar suas redes sociais como um canal de coleta de dados para medir a opinião da população sobre os radares móveis. Bolsonaro disse que utilizaria as informações obtidas para implementar uma ação que acabaria com o uso do radar no país, ignorando, propositalmente, que parte considerável da população brasileira sequer possui acesso à internet ou mesmo ao facebook. Tudo isso a fim de mostrar que essas enquetes, produzidas por ele, possuem mais credibilidade que qualquer outro instituto de pesquisa.

Contudo, outro aspecto que precisa ser ressaltado é que esses ataques têm sido direcionados principalmente às instituições públicas, tendo como pretensão utilizar esse descrédito como pretexto para favorecer um movimento de privatização. Dessa forma, todas as ações da atual direção do IBGE e os ataques à educação vão ao encontro da concretização do projeto ultra neoliberal que o governo Bolsonaro pretende implementar no país.




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