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Governo Bolsonaro: o desmatamento da Amazônia Legal foi 66% maior do que em julho de 2018

O desmatamento da Amazônia aumentou 15% no acumulado de agosto de 2018 a julho de 2019 em comparação com total registrado nos 12 meses anteriores.

sexta-feira 16 de agosto| Edição do dia

Imagem: Paulo Whitaker / REUTERS

Os dados são do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do
Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), que não é
ligado ao governo. A área desmatada nos últimos 12 meses chegou a 5.054
km2.

Segundo o instituto SAD, apenas nos meses entre janeiro e julho de 2019
do governo Bolsonaro, o total da área desmatada foi de 3.348 km2. E,
somente o último mês de julho, o desmatamento da Amazônia Legal foi
66% maior do que em julho de 2018, chegando a 1.287 km2, segundo o
Imazon.

O projeto de governo de Bolsonaro de abrir totalmente o país para o
imperialismo e grandes empresários nacionais tem obtido sucesso como é
possível ver nos dados onde, na prática o desmatamento por grandes
madeireiras, mineradoras e latifundiários está totalmente legalizado e
nada fiscalizado, passando por cima de leis de proteção e regulamentação.
As consequências do desmatamento são muitas e são conhecidas: bruscas
alterações climáticas, extinção de animais e plantas, diminuição da
qualidade do ar causando problemas respiratórios, propagação de doenças
transmitidas através de mosquitos ambientados nessas áreas, entre
outras. Além da questão social das comunidades indígenas que são
violentamente afetadas ou diretamente exterminadas.

Bolsonaro tem feito chacota com esse grave problema como quando
perguntado sobre a poluição ambiental sugeriu que “era só você fazer cocô
dia sim, dia não que melhora bastante”. Claramente, esse não um
problema que o governo queira resolver, muito pelo contrário, o incentiva
já que pode lucrar e manter as nefastas relações de governo com os
grandes capitalistas.

Nesse mês, o presidente, ao se deparar com os gritantes dados de
desmatamento revelados pelo do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais
(Inpe), chamou de “falsos dados” e numa medida autoritária, afastou do cargo o
diretor do instituto.

Esse governo, cada vez mais, expressa a política entreguista que anunciávamos, a
total prestação de serviços ao imperialismo e grandes capitalistas em detrimento
da saúde e, diretamente, da vida de todos do país e da biodiversidade de forma
irreversível.

Defendemos uma política de responsabilidade ambiental é lutando também
pela transformação radical das relações agrárias, econômicas, políticas e sociais,
demarcando as terras indígenas e colocando a terra, a indústria e o sistema
financeiro e político a serviço da maior parte da população e não mais em função
do lucro de poucos.




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