Política

Governo Alckmin dá supersalário a político ligado à máfia da merenda

quarta-feira 5 de outubro de 2016| Edição do dia

O ex-chefe de gabinete da Casa Civil do governo Geraldo Alckmin (PSDB), Luiz Roberto dos Santos, o Moita, suspeito de envolvimento em desvios na merenda escolar, recebeu acima do teto do funcionalismo em 2015;para cúmulo, em agosto deste ano, foi dispensado pelo governo Alckmin de devolver os valores indevidos.

Moita foi chefe de gabinete da Casa Civil até 18 de janeiro. Ele foi exonerado um dia antes da deflagração da operação Alba Branca e hoje está na CPTM (estatal de trens), onde é servidor de carreira.

Em 19 de agosto, despacho do secretário de Planejamento, Marcos Monteiro, no "Diário Oficial" dispensou Moita de fazer a "reposição de quantias indevidas percebidas durante o período de março a setembro de 2015, a título de Gratificação de Representação, em razão das quais foi ultrapassado o teto".

O teto para servidores do Executivo paulista é R$ 21.631.

Como chefe de gabinete da Casa Civil, em dezembro do ano passado, Moita caiu em um grampo da polícia orientando um lobista da Coaf, a cooperativa suspeita, sobre um contrato com a Secretaria Estadual de Educação.

A Coaf é suspeita de fraudar licitações e pagar propina a agentes públicos em contratos para fornecer suco de laranja. Um dos políticos citados é o presidente da Assembleia Legislativa, Fernando Capez (PSDB).

No grampo, Moita diz ao lobista Marcel Ferreira Julio: "Acabei de falar com o Padula e ele entende, assim como eu, que não é aditivo, é reequilíbrio econômico".

Padula, a quem Moita se refere, é Fernando Padula, ex-chefe de gabinete da Educação exonerado em meio às apurações e depois nomeado por Alckmin para coordenar o Arquivo Público do Estado.

O PSDB paulista está envolvido em uma série de escândalos de corrupção, recebendo a blindagem absoluta por parte do Supremo Tribunal Federal. Alckmin tem seu pupilo enlameado na máfia da merenda, que desvia verbas destinado à alimentação de crianças da rede pública; junto a Serra, está envolvido no propinoduto tucano e a fraude de licitações no metrô de São Paulo. Serra foi citado pela OAS como receptor de propina nas obras do Rodoanel em SP.

Até mesmo o deputado federal do PRB, Celso Russomanno - que disputou o primeiro turno das eleições para a prefeitura da capital paulista - foi citado nos grampos da Alba Branca como partícipe da máfia da merenda tucana.

Nenhum deles é condenado e punido. As atenções de Sérgio Moro, de Deltan Dallagnol, e de todo o partido judiciário, estão voltadas em blindar a direita golpista, atacar os trabalhadores aplicando as reformas que Temer não tem força para implementar sozinho, e substituir um esquema de corrupção com a cara petista por um mais "adequado" com o rosto da direita.

Os bandidos políticos - presentes e entrantes - nos governos, agradecem e enriquecem.




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