Política

CALAMIDADE PÚBLICA

Governadores do NE, Norte e Centro-Oeste enviam carta à Temer com pedido de socorro

20 governadores das regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste divulgaram uma carta aberta ao presidente Michel Temer reforçando o pedido por socorro financeiro e por novo encontro no Palácio do Planalto. O texto menciona a "situação de colapso" vivida pelos Estados, que prejudica serviços essenciais, e a seca que afeta a produção agropecuária. No documento, os governadores reiteram a demanda por um repasse de R$ 7 bilhões.

quarta-feira 21 de setembro| Edição do dia

Desde a semana passada, os Estados dessas regiões intensificaram a pressão sobre o governo federal por um socorro financeiro nos moldes dos valores cedidos ao Rio de Janeiro. Ameaçaram com a edição de decretos de calamidade pública – pelo menos 14 Estados já teriam assentido com essa iniciativa. Um texto-modelo já havia sido compartilhado entre os governadores.

Os governadores argumentam que, como suas regiões têm poucas dívidas com a União, foram pouco contemplados pelo acordo de renegociação firmado em junho. O acerto, portanto, acabou não tendo grandes efeitos de alívio sobre as finanças de seus Estados, que também estão em crise.

Em reunião com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, os governadores ouviram, no entanto, que um socorro seria muito difícil diante da grave situação fiscal do governo federal. Tampouco seria possível antecipar aos Estados receitas previstas com a repatriação, devido às incertezas em relação à arrecadação com essa iniciativa.

Mesmo com a negativa, os Estados decidiram aguardar nova audiência com o presidente, em busca de um acerto que não envolva a edição dos decretos de calamidade. "Sabemos que a verdadeira saída é a retomada do crescimento, gerando emprego e renda. E temos consciência da gravidade do impacto da Decretação de Calamidade por vários Estados brasileiros ao mesmo tempo, inclusive podendo afetar a meta principal que é estabilizar a queda na economia e na criação de um ambiente melhor para os investidores", diz a carta dos governadores.

"Tomamos a decisão de ninguém publicar o decreto e de insistir em sermos recebidos pelo presidente Michel Temer, e seguir buscando um entendimento", afirma o documento. "Sabendo da gravidade para o país, apostamos na sensibilidade do presidente".

Enquanto em grande parte do país os trabalhadores e a juventude estão pagando pela crise que não criaram, o governo golpista de Temer ameaça mais ataques, retiradas de direitos trabalhistas, cortes de verba na educação, e ainda tenta vender o país em Nova Iorque.

Frente a precária situação vivida pelos estados do Norte, Nordeste e Centro-oeste, fica ainda mais urgente a necessidade que se romper a passividade e exigir das grandes centrais sindicais, como CUT e CTB, que saiam da imobilidade e construam a luta contra o governo golpista em cada local de trabalho, para assim paralisar o país contra os ataques, ajustes e a retirada de nossos direitos.




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