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Governadores da direita aderem à Constituinte fraudulenta de Maduro na Venezuela

terça-feira 24 de outubro| Edição do dia

Depois de acusar o Chavismo de fraude das eleições regionais que resultaram em 18 governadores para o PSUV de Maduro e apenas 5 para a direta venezuelana organizada na MUD (Mesa da Unidade Democrática) os "esuálidos", como é chamada a direita venezuelana, aderiu à Constituinte golpista de Maduro, com 4 dos 5 governadores eleitos pela MUD "juramentando" frente à Constituinte.

Os quatro pertencem à Acción Democrática, Antonio Barreto (Anzoátegui), Alfredo Díaz (Nueva Esparta), Laidy Gómez (Táchira) y Ramón Guevara (Mérida) compareceram à fraudulenta "Assembleia Constiuinte" de Maduro para jurar lealdade ao que, até ontem, a MUD declarava ser uma fraude. Julio Borges, do partido Primero Justicia, que também é presidente da Assembleia Nacional, foi o único que não compareceu ao juramento.

Até ontem esta mesma direita da MUD acusava Maduro de golpe com a Constituinte. Faziam demagogia, afinal são tão ou mais fraudulentos que o Chavismo, e tentavam apoio do imperialismo norte-americano de Donald Trump para financiar seu próprio golpe contra o Chavismo.

O fato demostra novamente como a denúncia dos métodos repressivos de Maduro, que vem aumentando de acordo com o nível de crise social e pobreza das massas, na boca da direita representa apenas demagogia eleitoreira. Para os grandes burgueses da MUD, a repressão aos povo e a pobreza dos venezuelas pouco importa.

Denunciam a "ditadura" de Maduro porque querem instalar sua própria ditadura contra os pobres e os trabalhadores.

O Chavismo, por sua vez, comemorou a adesão dos Governadores. Por baixo dos panos, tal juramento só pode ter ocorrido por negociações entre o Chavismo e a MUD, com concessões do Chavismo aos esquálidos enquanto o povo venezuelano amarga as imposições do imperialismo, dos capitalistas e do próprio governo que reprime com toda força qualquer manifestação, inclusive as que não são da direita.




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