Política

GOVERNADORES SE REÚNEM COM RODRIGO MAIA

Governadores criticam Bolsonaro mas não tomam medidas essenciais para salvar a população

quinta-feira 26 de março| Edição do dia

Em uma nova carta, governadores de 24 Estados e do Distrito Federal pedem ao presidente Jair Bolsonaro a união de forças no combate à crise. "Rogamos uma vez mais ao presidente Jair Bolsonaro que some forças com os governadores na luta contra a crise do coronavírus e seus impactos humanitários e econômicos", relatam no documento.

Nesta semana, Bolsonaro atacou governadores que tomaram a decisão de fechar o comércio e incentivar o isolamento da população. A atitude causou uma série de críticas de líderes estaduais. Como resultado, governadores romperam com governo federal, inclusive Ronaldo Caiado (DEM), de Goiás, que apoiava o presidente.

Apesar das críticas, governadores indicam na carta que vão seguir as medidas de isolamento nas suas regiões. "No que diz respeito ao enfrentamento da pandemia global, vamos continuar adotando medidas baseadas no que afirma a ciência, seguindo orientação de profissionais de saúde e, sobretudo, os protocolos orientados pela Organização Mundial de Saúde (OMS)", informaram

A carta também traz uma série de pedidos à União, como suspensão, pelo período de 12 meses, do pagamento da dívida dos Estados com a União, a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e das contraídas junto a organismos internacionais como Banco Mundial e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Governadores pedem a viabilização emergencial e substancial de recursos livres às unidades federadas, aprovação do Plano Mansueto e ajuda federal para se conseguir insumos e equipamentos para o enfrentamento da crise.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), disse que o plano Mansuetto é fundamental, principalmente, para Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, que se encontram em pior situação fiscal.

Os governadores se separam de Bolsonaro, mas não apontam medidas efetivas sem as quais seguiremos vendo a proliferação desenfreada do COVID-19, tais como testes para todos, contratação emergencial de profissionais da saúde, reconversão da produção para respiradores e insumos. Mostram que estão enfrentados com Bolsonaro mas que, apesar do discurso de priorizar as vidas, na prática estão tomando medidas que visam apenas a preservação dos lucros e dos empresários capitalistas, e não estão efetivamente preocupados em garantir a vida e a saúde da população.

Por isso dizemos que não podemos confiar nos governos capitalistas para dar uma saída de fato para esse grave quadro. Lutamos para que tenhamos testes para todos, para que as quarentenas sejam seguras para quem precisa se locomover e mais efetiva para toda a população, por leitos e respiradores para quem desenvolver sintomas, pela unificação de todo sistema de saúde em um sistema 100% estatal controlado pelos trabalhadores, e pelo não pagamento da dívida publica, dívida essa que visa somente o lucro e que consome os recursos que deveriam ser destinados à saúde e às condições de vida que garantiriam uma alta imunidade a todos.

É preciso nós auto organizar para lutar contra esses governos que até mesmo antes da vida, visa o lucro, e nos deixa morrer para não ter que tomar qualquer atitude que toque na propriedade privada e nos lucros dos grandes capitalistas.




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