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Governadora do PT no RN criminaliza paralisação dos servidores da saúde e da munição para Guedes atacar

domingo 1º de dezembro| Edição do dia

Após uma paralisação nessa sexta-feira, realizada por servidores da saúde do estado do Rio Grande do Norte toda semana desde setembro, a governadora Fátima Bezerra (PT) entrou com pedido de ilegalidade dessa mobilização, alegando que trabalhadores da saúde não podem fazer greve para criminalizar esses trabalhadores. Há boatos nos corredores do Walfredo Gurgel de que poderá haver corte de ponto desses trabalhadores, além de uma série de denúncias de assédio moral.

As paralisações de 24h dos servidores da saúde vem como medida de pressionar a que seus dois meses de salário atrasados (dezembro e 13º de 2018) pelo governo do estado e outros direitos sejam garantidos. A governadora havia prometido pagar os atrasados com dinheiro obtido através do leilão da cessão onerosa de pré-sal, uma das maiores privatizações de recursos naturais da nossa história em favor dos interesses imperialistas. Porém, o “fracasso” dessa vende rendeu estado do RN apenas metade do que esperava a governadora. Sem esse recurso, ela voltou atrás na promessa e não pagará um dos salários em atraso.

A estratégia da governadora de colaborar com planos privatistas de Guedes e Bolsonaro, esperando um retorno do seu apoio à Reforma da Previdência, apenas abriu caminho para maiores ataques aos servidores públicos, que agora são ameaçados com o plano “Mais Brasil” de Guedes. Dentre várias medidas, esse ataque propõe reduzir salários, acabar com a estabilidade dos servidores e cortar ainda mais recursos da saúde e da educação.

Frente a mobilização dos servidores da saúde do estado, a governadora decidiu facilitar ainda mais a vida de Bolsonaro e Guedes, reprimindo desde já o seu direito a greve e mobilização. Um enorme serviço à extrema-direita, que o PT em nada se opõe de fato, independente dos discursos dos seus parlamentares. Além disso, é agente direto de ataques a esses trabalhadores nos seus estados.

Nesta terça-feira, 27, os servidores municipais de Natal aprovaram em assembleia um indicativo de greve a partir do dia 5 de dezembro. Uma mobilização comum frente ao descaso do prefeito Álvaro Costa (MDB) e da governadora Fátima Bezerra (PT) com os serviços de saúde pública, atacando salários e direitos desses servidores.

Devemos cercar de solidariedade esta greve e repudiar qualquer tentativa de criminalizar a luta dos servidores estaduais. A greve da educação no Rio Grande do Sul mostra o caminho para barrar os ataques a esses trabalhadores. Ao mesmo tempo, é urgente que a CUT e CTB atuem no sentido de unificar essas lutas em rechaço ao plano Mais Brasil de Guedes e os ataques dos governos estaduais. Essas entidades, controladas pelo PT e que dirigem inúmeros sindicatos pelo estado do RN, devem romper com a paralisia com a qual vieram conduzindo a luta dos trabalhadores em prol da estratégia petista de esperar 2022 para derrotar a extrema-direita no país.

A luta no Chile mostra o caminho para fazer retroceder os ataques capitalistas em meio a crise, ao ponto de fazer com que Guedes tenha que pisar no freio de algumas medidas e apoiar a escalada autoritária que planeja Bolsonaro. É nessa estratégia que a CSP-Conlutas, que dirige o Sindisaúde-RN, deve se apoiar para exigir dessas centrais que rompam com a sua política de subordinação ao governo do estado e possam construir um plano de lutas em defesa da saúde, que não se resuma a uma batalha sindical contra o governo estadual, mas possa confluir com a luta dos servidores do Rio Grande do Sul em uma grande batalha nacional em defesa dos serviços públicos da população.




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