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SECUNDARISTAS

Governador de Goiás manda prender secundaristas

Polícia do Governador Marconi Perillo prendeu 31 manifestantes, sendo 18 secundaristas, além de professores que protestavam ocupando a Secretaria Estadual de Educação, Cultura e Esportes (SEDUCE). Alguns foram liberados mas outros seguem detidos e precisam de solidariedade

quarta-feira 17 de fevereiro de 2016| Edição do dia

Mesmo sob fortes protestos, o governo do estado prosseguiu com a concorrência para a definição das OSs (organizações sociais) que assumirão a gestão de parte das escolas estaduais. Como resposta, secundaristas em luta e apoiadores que ocuparam dezenas de escolas no estado, ocuparam pela segunda vez a SEDUCE (Secretaria Estadual de Educação, Cultura e Esporte). A Polícia Militar, a mando do governador Marconi Perillo (PSDB), não tentou nenhuma forma de negociação, e invadiu o prédio da secretaria nesta segunda-feira (15). Nessa ação truculenta, 31 pessoas foram detidas, entre elas 18 secundaristas e um professor de história da UFG (Universidade Federal de Goiás).

Na noite desta terça (16), os estudantes menores de idade foram liberados, porém os maiores, incluindo o professor, seguem detidos. A audiência de custódia destes ocorrerá nesta quarta-feira, no Fórum Desembargador Fenelon Teodoro Reis, em Goiânia. Os estudantes em luta estão convocando um ato às 14h, em frente ao Fórum, pela liberdade desses presos políticos e contra a privatização das escolas.

O projeto de privatização do ensino público é usado para abrir mais um filão para os empresários lucrarem. As chamadas "organizações sociais" são na verdade empresas privadas como quaisquer outras, e que visam o lucro. Nesse caso, conseguem obter vantagens através da precarização da educação, e se apossando de um espaço que deveria ser aberto a toda a comunidade, como a luta dos secundaristas tem ressaltado. Além disso, as OSs oferecem uma educação com um viés estritamente mercadológico, em conformidade com a ideologia burguesa que permite sua presença nos espaços ditos públicos, e privilegiando conteúdos instrumentais e técnicos, em detrimentos de conteúdos críticos e que estimulem o livre pensamento dos e das estudantes.




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