VENEZUELA

“Gostaria de invadir a Venezuela”, diz príncipe Orleans, possível ministro de Bolsonaro

O reacionário príncipe-herdeiro Luiz Phillipe de Orleans e Bragança deu entrevista ao jornal Estado de São Paulo onde afirma que seu desejo é entrar em guerra e invadir o país vizinho.

sábado 20 de outubro| Edição do dia

O privilegiado herdeiro da família real defende levar a linha reacionária do imperialismo americano com Donald Trump a uma nova escala. Meses atrás Trump chocou o mundo ao afirmar que não descartava a ação militar no país caribenho. Algumas semanas atrás esta notícia foi expandida pela denúncia feita pelo jornal americano New York Times que diplomatas americanos estariam conversando com militares venezuelanos e colombianos sobre a possibilidade de um golpe militar.

Como estas negociações de golpe parecem não ter avançado muito o príncipe declarou que gostaria de invadir o país. Ele disse: “Resolver o problema é tirar o (presidente Nicolás) Maduro do poder, para a Venezuela deixar de ser uma ditadura. Nosso modelo constitucional não permite que façamos uma interferência militar na Venezuela junto com a Colômbia, como seria a predisposição inicial.

O modelo democrático de um príncipe é com as baionetas desembainhadas massacrar os venezuelanos e mais rapidamente submeter o país aos desígnios do imperialismo americano e seus parceiros locais.

Ciente de que não poderia invadir um país vizinho – salvo se rasgarem a Constituição – ele promete um outro tipo de invasão, criar campos de concentração de imigrantes dentro do território venezuelano: “E o atendimento aos refugiados, (discutir) se isso vai ser feito dentro das nossas fronteiras ou numa área fronteiriça de comum acordo com Colômbia a Venezuela. A absorção de imigrantes tem de ter limite, tem de ter controle.”

O reacionarismo de Bolsonaro e seu séquito de futuros ministros está a serviço não somente de entregar cada riqueza nacional ao imperialismo, entregando mais de 50 estatais no primeiro ano, acabar com direitos trabalhistas inclusive o 13º salário, e se insere num marco de maior ingerência imperialista em todo continente.

A resposta à crise capitalista nos diferentes países latino-americanos passa pela unidade dos trabalhadores detrás de um programa anticapitalista e anti-imperialista. Bolsonaro e a direita continental oferecem respostas autoritárias para maior submissão, mas por outro lado o PT e diferentes governos ditos “pós-neoliberais” oferecem a conciliação com a direita e selvagens ataques aos trabalhadores como temos visto na própria Venezuela e em Honduras.




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