Política

Golpistas boicotam a Comissão de Fiscalização Financeira

Deputados que integram a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara acusaram ontem parlamentares do PMDB, PSDB, DEM, PP, PSB, e PTB de boicotarem os trabalhos do colegiado. Deste do inicio do golpe institucional, membros da base aliada de Temer não comparecem nas reuniões para evitar quórum.

Guilherme de Almeida Soares

São José dos Campos

segunda-feira 14 de novembro| Edição do dia

Quando vão, costumam rejeitar pedidos de convites a depoentes e de aprovação de requerimentos que reivindiquem esclarecimentos sobre ações do Executivo, prática já observada em diversas convocações de ministro e, recentemente, em relação aos casos dos abusos de viagens em aeronaves da Força Aérea Brasileira.

Esta comissão é resultado da reforma feita durante a gestão do ex – presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, que juntou duas antigas comissões da Câmara – a de Finanças e Tributação (CFT) e a de Controle (CFC). No seu formato, passou a ser uma das mais importantes áreas de deliberação do Congresso, por ser onde tramitam matérias de caráter tributário.

Ate ano passado, a comissão atuou como órgão de controle e acompanhamento de programas diversos na área econômica e de gestão pública, por meio de audiência e debates lá organizados – o que vinha acontecendo até os trabalhos passarem a ser suspensos por falta de quórum, a partir da chegada ao governo de Michel Temer.

Entre os requerimentos que foram rejeitados, além do pedido feito sobre informações sobre os voos da FAB, também já foram deixados de lado pelo colegiado Padilha; da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima; das Relações Exteriores, José Serra; e da Fazenda, Henrique Meirelles.

De um lado, esta denúncia contra deputados da base aliada de Michel Temer mostra que os golpistas se dão o direito de não prestar esclarecimento sobre a farra que fazem com o dinheiro dos trabalhadores e demais setores populares da sociedade. Enquanto isso, os mesmos deputados e senadores usam de discursos de que as medidas impopulares que o governo Temer vem impondo contra os trabalhadores e demais setores populares da sociedade.

Se de um lado, os golpistas chegam ao ponto extremo de boicotar a sua instituição para não prestar esclarecimento sobre os seus gastos, do outro lado não podemos depositar a confiança nestas instituições. Elas não vão impedir que as medidas de ataques contra os trabalhadores e demais setores populares da sociedade, muito menos que os privilégios sejam combatidos. Os deputados do PT criticam a ausência consciente da base aliada de Temer, pra colocar para os grandes empresários e banqueiros como um setor responsável que ‘’não fazem farra com o dinheiro público’’ para atacar os trabalhadores e demais setores da sociedade.

Enquanto os deputados petistas fingem combater os golpistas, a CUT e o CTB continuam com o seu pacto de trégua com o governo petista. É fato que todo o PT segue a orientação de Lula para não incendiar o país. É preciso que a CUT e a CTB rompam com a sua postura e coloque em pé um plano de luta contra os ataques aos trabalhadores e os demais setores populares da sociedade, os cortes e as medidas privatistas.




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