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Globo acompanha golpismo do Judiciário e não chamará Lula/Haddad para entrevista

Começou hoje a série de entrevistas que a Rede Globo realizará com os candidatos à presidência da República no programa do Jornal Nacional. A postos para endossar as arbitrariedades do Judiciário, no entanto, a principal empresa de comunicação do país não dará espaço para Lula ou seu vice Fernando Haddad.

Ítalo Gimenes

Campinas

segunda-feira 27 de agosto| Edição do dia

O primeiro participante será Ciro Gomes (PDT), entrevistado nessa segunda-feira, seguido de Bolsonaro (PSL) na terça, Alckmin (PSDB) na quarta e Marina Silva na quinta-feira.

O candidato com maior intenção de votos nas pesquisas, além de estar sendo barrado dos debates, seu tempo de televisão questionado, está sendo impedido de se candidatar por um juízes sem voto e privilegiados que julgam-se superiores a determinação da maioria da população. Alegam que seu papel é controlar quem pode ou não se candidatar, com métodos completamente arbitrários para impedir o estreito direito da população votar em quem quiser, seja em Lula e seu projeto falido de repactuação com esse regime e os empresários.

A Globo foi parte ativa da divulgação de áudios “vazados”, covalente do processo de legitimação do impeachment contra Dilma, que significou um golpe para aprovar ataques contra os trabalhadores mais duros do que ela vinha fazendo. Cada um desses ataques, PEC do teto dos gastos com saúde e educação, Reforma Trabalhista, terceirização irrestrita, foram vendidos nos seus canais, por seus “especialistas”.

Agora sequer respeitará o direito democrático de entrevistar o candidato mais bem pontuado. Não seria a sua primeira colaboração histórica com processos antidemocráticos. Fundada na ditadura militar, apoiou o regime militar, tornou-se o monstro que é nesse período, enquanto acobertava os crimes dos generais, defendia suas políticas austeras e repressivas. Colaborou ativamente para a eleição de Collor em 89, prejudicando a imagem do seu adversário, Lula, em debate.

Nesse momento, novamente quer ajudar a beneficiar um candidato ainda mais comprometido com a agenda do governo golpista do que Lula, que apesar de ter deixado claro que faria uma Reforma da Previdência e outras medidas do governo Temer (à sua maneira), não correspondia a celeridade que imperialismo quer dar para os ataques. Demonstra isso a cada pressão cambial, se utilizando do mecanismo da dívida pública, cujo pagamento é defendido pela Globo (em especial por omissão), Alckmin, Bolsonaro, mas também por Lula, junto com a irresponsável Lei de Responsabilidade Fiscal.




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