Política

REUNIÃO GOLPISTA

Gilmar Mendes avisa em reunião que quem manda nesta eleição é o judiciário

Em reunião com parceiros do golpe institucional, Gilmar Mendes alertou-os sobre como o judiciário intervirá, e muito, nestas eleições e buscou também acertar os pinos para juntos empreenderem uma reforma política que prescreveria a esquerda e faria o regime mais à cara do que o judiciário quer para o país (e seus parceiros e financiadores ianques).

quinta-feira 30 de junho de 2016| Edição do dia

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro do STF Gilmar Mendes, esbanjando gastos deste poder suntuoso que vive de imensos benefícios pagos com impostos, ofereceu um luxuoso café da manhã nesta quinta-feira para membros da base aliada do presidente em exercício Michel Temer. Na conversa, o ministro e os parlamentares discutiram as eleições de 2016. Eles também conversaram sobre maneiras de viabilizar a reforma política no Legislativo e repensar o financiamento de campanhas eleitorais. O objetivo do encontro foi alertar aos parceiros de golpe institucional que esta eleição será marcada pelo “ativismo” do judiciário e garantir junto deles uma agressiva reforma política que vise tornar o sistema político do país mais à cara do que o judiciário quer para o pais.

Segundo Mendes afirmou em entrevista ao Estado de São Paulo, o encontro buscou aproximar as instituições e mostrar as dificuldades em relação à próxima eleição. “Certamente vamos ter muitos questionamentos de um lado e de outro, vamos ter uma intensa judicialização. Os prazos curtos vão fazer com que muitas candidaturas sejam provisórias. Certamente haverá mudança de resultado por conta da mudança do coeficiente eleitoral, anulação de votações e impugnações", declarou.

No encontro, segundo o mesmo grande jornal paulista, o grupo também discutiu maneiras de viabilizar a reforma política na Câmara dos Deputados. "A sociedade não aguenta mais que o Legislativo não entregue a reforma política. O Senado, como vocês sabem, já votou essa reforma em muitas oportunidades, mas ela não tem conseguido caminhar na Câmara, e matéria que anda em uma Casa só não chega ao final", criticou o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) para a mesma fonte.

O primeiro-secretário da Câmara, Beto Mansur (PRB-SP), cotado para substituir Cunha caso este renuncie e ocorra nova eleição para a presidência da Câmara, considerou que a discussão sobre uma nova legislação eleitoral é muito importante para criar uma boa relação entre o TSE e o Congresso.

Entre as principais questões para "manter a eleição limpa", Mansur defende medidas acerca da quantidade de partidos. "A sociedade brasileira não consegue ter uma democracia com o número elevadíssimo de partidos políticos", avaliou. Mesma visão que defende Mendes e boa parte do tucanato.

"Nós precisamos na verdade ter regras. Há uma dificuldade hoje muito grande de você ter propriamente votações dentro da Câmara e do Senado com esse número elevadíssimo de partidos políticos. A gente precisa de alguma maneira não extinguir partidos, não deixar de permitir que partidos existam, mas você pode ter regras para permitir que eles não tenham acesso a Fundo Partidário, a tempo de televisão", disse Mansur.

O objetivo desta reforma ao contrário do que afirmam não é dar maior racionalidade ao sistema político, ou combater a corrupção, mas sim deixar mais difícil que trabalhadores e movimentos sociais sejam representados, já que os caciques políticos encontraram seu caminho dentro das grandes legendas, se acomodarão juntos.

O líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), declarou sobre o mesmo tema que o sistema político brasileiro "chegou a um grau de esgotamento que precisa ser reformado com urgência a partir de cláusula de barreiras e do fim da coligação partidária". Para ele, a reforma política aprovada no ano passado não foi suficiente e pode até ter piorado o sistema, que ficou mais "irreal". Cunha Lima defende a volta do financiamento empresarial.

Também estiveram no café da manhã desta quinta-feira os senadores Romero Jucá (PMDB-RR) e Ricardo Ferraço (PSDB-ES) e o deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR).
Toda uma cúpula golpista da Câmara e Senado junto ao arqui-golpista Gilmar Mendes planejando como serão estas eleições onde ele já avisou que haverá intensa judicialização, com seu poder escolhendo quais candidatos poderão seguir quais não na notória seletividade e arbitrariedade da Lava Jato e outras operações, bem como preparar passos conjuntos para alterar mais profundamente o regime político para que ele seja mais à cara do que o judiciário, as elites e o imperialismo querem.




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